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  • Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol

    Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol

    Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol
    Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol

    Com a contínua ameaça da Covid-19, vários países têm aumentado esforços para conter a doença e, para muitos deles, isso significa expandir sua capacidade de rastrear a contaminação. Diante disso, a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health lançou, em maio, o curso online gratuito COVID-19 Contact Tracing dentro da plataforma Coursera. A iniciativa está ajudando milhares de pessoas em todo o mundo a atuar com essa urgente demanda.

    Para tornar este conteúdo tão importante ainda mais acessível às mais de 600 milhões de pessoas que falam português e espanhol em todo mundo, a John Hopkins University acaba de lançar versões do curso nestes idiomas, também dentro da Coursera. Estas novas traduções chegam no momento em que muitos países de línguas hispânica e portuguesa enfrentam o aumento de casos, como México, Peru, Colômbia e Brasil.

    Curso da Universidade Johns Hopkins

    O conteúdo de cinco horas foi criado com apoio da Bloomberg Philanthropies e oferece fundamentos para o rastreamento do contágio, incluindo informações básicas sobre o vírus, estratégias e simulações de entrevistas, técnicas de comunicação e preceitos éticos. O curso já recebeu mais de 500 mil inscrições e foi concluído por 200 mil alunos.

    As novas versões traduzidas contam com legendas, leituras, descrições e questionários. Todas as versões do curso – português, espanhol ou inglês – estão disponíveis gratuitamente para qualquer interessado em aprender sobre como rastrear o contágio.

    “Mapear o contágio é parte crucial da estratégia para controlar da pandemia e, por isso, precisamos treinar o maior número de pessoas possível nesta habilidade. Fico muito feliz que essa colaboração de tradução entre nosso governo e a Coursera ajudou a disponibilizar as versões em espanhol e português deste conteúdo on-line e gratuito da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, umas das principais referências em saúde pública. O curso será uma poderosa ferramenta para países da América Latina, no momento em que planejam reabrir suas economias ao mesmo tempo que precisam garantir a segurança dos cidadãos”, firma Iván Duque, presidente da Colômbia.

    “O rastreamento de contágio é uma ferramenta que pode ser usada no mundo todo para controlar o coronavírus. Esta iniciativa vai levar o curso da Johns Hopkins para muito mais pessoas que trabalham salvando vidas em suas comunidades”, comentou Josh Sharfstein, vice-reitor de práticas de saúde pública e engajamento de comunidades da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health .

    A Coursera, em colaboração com instituições mundialmente reconhecidas como a Johns Hopkins University e a Bloomberg Philanthropies, tem o compromisso de oferecer conteúdo educacional on-line relevante e acessível para pessoas e organizações.

    Inscreva-se ou compartilhe agora mesmo o curso em espanhol ou português .

    Sobre a Coursera
    A Coursera foi fundada por Daphne Koller e Andrew Ng com o objetivo de proporcionar experiências de aprendizagem transformadoras para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Hoje é a maior plataforma internacional de aprendizagem on-line, acessada por mais de 65 milhões de estudantes de todo o mundo para aprender as habilidades do futuro. Mais de 200 das melhores universidades e educadores da indústria do mundo se associaram à Coursera para oferecer cursos, Programas Especiais, certificados e diplomas. Mais de 2,5 mil empresas confiam na plataforma de negócios Coursera for Business para transformar talentos humanos; enquanto a Coursera for Government auxilia funcionários de governos e cidadãos com habilidades necessárias para criar forças de trabalho competitivas. Já a Coursera for Campus capacita qualquer universidade a oferecer educação on-line de alta qualidade e profissionalmente relevante a sua comunidade acadêmica, estudantes e graduados. A Coursera é apoiada por investidores incluindo Kleiner Perkins, New Enterprise Associates, Learn Capital e SEEK Group.

  • Mortes durante pandemia no Brasil atingem mais pretos e pardos

    Mortes durante pandemia no Brasil atingem mais pretos e pardos

    A população de pessoas declaradas como pardas e pretas foram as que mais tiveram óbitos por causas naturais no Brasil, desde o início da pandemia causada pelo novo coronavírus. Entre 16 de março e 30 de junho deste ano, o País registrou um aumento de 13% no total geral de mortes, mas a distribuição foi desigual entre sua população em comparação com 2019. Enquanto a população branca, registrou um aumento de 9,3% no número de mortes, os pretos viram o número crescer 31,1%; para os pardos o crescimento foi de 31,4%. Os óbitos entre a população indígena registraram aumento de 13,2%, enquanto o de amarelos 15,3%.

    Novo módulo do Portal da Transparência do Registro Civil apresenta números de mortes distribuídos por raça no País, estados e municípios

    As informações estão no novo módulo do Portal da Transparência, plataforma desenvolvida pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que reúne os registros de óbitos feitos pelos Cartórios brasileiros, e disponível a toda sociedade a partir desta segunda-feira (13.07) dentro da página Especial COVID (http://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid). Os dados utilizam como base as informações contidas nas Declarações de Óbitos (DOs), emitidas pelos médicos no ato de falecimento, e que são a base da certidão de óbito.

    Em números absolutos, as mortes registradas em Cartório neste período totalizaram 390.078, sendo 181.591 óbitos de pessoas declaradas brancas, 121.768 de pardos e 25.782 de pretos. Os indígenas representaram 701 falecimentos e a população declarada amarela 3.948. Constam, ainda, 56.288 óbitos cuja raça/cor não foi declarada pelo médico e/ou o declarante no momento do registro de óbito.

    Os óbitos apenas por COVID-19 atingiram a população brasileira, basicamente, na mesma proporção de sua distribuição. Foram 44,4% óbitos de pessoas declaradas brancas, 38,4% de pessoas declaradas pardas, e 8,2% da população preta. Indígenas representaram 0,24% dos mortos pelo novo coronavírus, amarelos representaram 1,5%; constam como raça/cor ignorada 7,2% dos óbitos causados pela doença.

    Doenças Respiratórias

    Considerando-se apenas as doenças respiratórias disponíveis no Portal – COVID, Insuficiência Respiratória, Pneumonia, Septicemia e Síndrome Respiratória Grave (SRAG) – registrou-se aumento de 34,5% no número de óbitos no período de 16 de março a 30 de junho de 2020 em relação a 2019. E, novamente, os pardos e pretos são os mais atingidos: a população parda viu crescer 72,8% os óbitos por estes tipos de doença, enquanto os pretos registraram aumento de 70,2%. Já o crescimento de óbitos por estas doenças entre os brancos ficou em 24,5%. Índios registraram aumento de 45,5% e amarelos de 40,4%.

    Doenças Cardíacas

    Os dados de óbitos por doenças cardíacas, disponíveis no Portal – AVC, Infarto, Demais Doenças Cardiológicas (que correspondem a morte súbita, parada cardiorrespiratória e choque cardiogênico) -, registraram um pequeno aumento no mesmo período analisado: 0,7%. Nos falecimentos por estas doenças, as populações que novamente registraram maior aumento foram os pretos (13,7%), os pardos (8,4%) e os indígenas (2,2%). Já as populações branca e amarela registraram diminuição no período, (-0,5%) e (-0,3%) respectivamente.

    Prazos do Registro

    Mesmo a plataforma sendo um retrato fidedigno de todos os óbitos registrados pelos Cartórios de Registro Civil do País, os prazos legais para a realização do registro e para seu posterior envio à Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), regulamentada pelo Provimento nº 46 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), base de dados do Portal da Transparência, podem fazer com que os números sejam ainda maiores.

    Isto por que a Lei Federal 6.015/73 prevê um prazo para registro de até 24 horas do falecimento, podendo ser expandido para até 15 dias em alguns casos. Na pandemia, alguns Estados abriram a possibilidade um prazo ainda maior, chegando a até 60 dias. A Lei 6.015/73 prevê um prazo de até cinco dias para a lavratura do registro de óbito, enquanto a norma do CNJ prevê que os cartórios devam enviar seus registros à Central Nacional em até oito dias após a efetuação do óbito.

    Sobre a Arpen-Brasil

    Mortes durante pandemia no Brasil atingem mais pretos e pardos
    Mortes durante pandemia no Brasil atingem mais pretos e pardos

    Fundada em setembro de 1993, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o país, que atendem a população em todos os estados brasileiros, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.