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  • The Intercept denunciou ‘roubalheira’ de Alckmin em 2018 e acusou MP de Omissão

    The Intercept denunciou ‘roubalheira’ de Alckmin em 2018 e acusou MP de Omissão

    The Intercept denunciou 'roubalheira' de Alckmin em 2018 e acusou MP de Omissão
    Ex-governador Geraldo Alckmin 06/09/2018 REUTERS/Paulo Whitaker

    O site The Intercept antecipou em quase dois anos o desenrolar da operação da Polícia Federal que indiciou o ex-governador Geraldo Alckmin.  O site à época fez dura acusação ao Ministério Público paulista, além do judiciário e complacência do poder legislativo.

    Com o desenrolar das ações da PF fica a dúvida. Será que as acusações do Intercept estavam certas em 2018? Se positivo os poderes fiscalizadores também deveriam ser arrolados sobre tais questões.

    Por que Geraldo Alckmin ainda não é ficha suja.

    No artigo o autor Piero Locatelli cita 9 roubalheiras que aconteceram debaixo do bico do tucano. Entre elas a mais marcante sem dúvida teria sido a da Merenda Escolar, além da propina de 10 milhões da Odebrecht.

    Confira na íntegra a postagem feita no dia 14 de setembro de 2018.

    ROUBO DO DINHEIRO da merenda, propina da Odebrecht, compra de votos e superfaturamento de obras. Escândalos como esses aconteceram em São Paulo ao longo dos últimos 23 anos, desde que Geraldo Alckmin começou a frequentar o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Ninguém trabalhou tanto tempo ali. Ainda assim, nenhum desses escândalos grudou no candidato do PSDB para a Presidência.

    Entre idas e vindas, Alckmin governou São Paulo por 12 anos. Também ocupou o cargo de vice-governador, secretário de Desenvolvimento e presidente do Programa Estadual de Desestatização do estado. A forma como ele sobreviveu tanto tempo sem que os escândalos colassem na sua imagem é explicada por um caldo que tem como ingredientes um Ministério Público estadual fraco, uma base forte na Assembleia Legislativa e algumas decisões amigáveis do Judiciário.

    Seu maior baque veio na primeira semana deste mês: o Ministério Público do Estado pediu a cassação dos seus direitos políticos devido à acusação de ter recebido até R$ 10 milhões em propinas da Odebrecht na campanha eleitoral de 2014, com o objetivo de ocultar fraudes na construção de uma linha de metrô na cidade.

    Para lembrar de mais de duas décadas de escândalos, fizemos um levantamento dos principais casos que bateram na trave de Alckmin – e o procuramos para responder por que ele não percebeu o que acontecia embaixo do seu nariz.

    1. Máfia da Merenda

    Este é o escândalo que deixou Alckmin mais bravo. Não à toa, ele pediu a quebra de sigilo e a retirada do ar de perfis que o chamaram de “ladrão de merenda” – e conseguiu, graças a uma decisão do TJSP relatada pelo desembargador Teixeira Leite.

    Tucanos eram acusados de desviar o dinheiro destinado à compra de suco de laranja para crianças em 2014 e 2015. A verba, roubada do governo do Estado e de 30 prefeituras, abasteceria campanhas eleitorais e ajudaria lobistas e políticos a enriquecer.

    No esquema, uma cooperativa agrícola fingia comprar de pequenos agricultores, mas destinava o dinheiro a grandes fornecedores e políticos. Tudo isso com licitações fraudulentas.

    A cara do escândalo foi a do deputado estadual tucano Fernando Capez, então presidente da Assembleia Legislativa. Na cena mais emblemática, descrita por um procurador, ele esfregou os polegares pedindo dinheiro e dizendo “não esquece de mim, ein, (…) estou sofrendo em campanha”.

    Coube à Procuradoria Geral de São Paulo investigar o roubo. No total, oito pessoas foram denunciadas. O ex-chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Fernando Padula, chegou a ser denunciado por corrupção passiva, por fazer vista grossa ao problema.

    Apesar de todo o escândalo ter acontecido no seu governo, o nome de Alckmin sequer aparece na denúncia do procurador-geral, Gianpaolo Poggio Smanio. Em paralelo, uma CPI na Assembleia Legislativa também responsabilizou 20 pessoas, mas nenhum político tucano.

    Procuramos a campanha de Alckmin para responder cada uma das acusações. Na resposta, sua assessoria disse que não houve máfia da merenda dentro do governo de São Paulo. “Houve fraudes comandadas por uma cooperativa na venda de suco de laranja ao Estado. A Coaf fingia comprar de pequenos agricultores, quando, na verdade, adquiria o produto de grandes fornecedores”, diz a nota, sem assinatura. “O governo paulista foi vítima do esquema, assim como pelo menos outros cinco Estados”, concluiu o texto.

    2. O “Santo” da Odebrecht

    As ecumênicas delações da Odebrecht, divulgadas em janeiro de 2017, também envolveram Alckmin, cujo apelido nas famosas planilhas da empresa era “Santo”. A companhia alegou que pagou ao político R$ 8,3 milhões em propinas, que eram entregues em dinheiro vivo em quartos de hotéis.

    Contra a vontade de procuradores da Lava Jato, a ministra Nancy Andrighi, do STJ, transformou a denúncia sobre Alckmin em um problema eleitoral em abril deste ano, enviando o caso para o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Isso facilitou a vida do tucano: em vez de responder pelo crime de corrupção e ficar no caminho da operação, considerada mais rigorosa, Alckmin vai se defender na Justiça Eleitoral, como se a denúncia fosse um problema menor de financiamento ilegal de campanha.

    Quem pediu para que Alckmin fosse salvo neste caso foi o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia. Coincidentemente, tudo aconteceu entre amigos: o procurador é primo de José Agripino Maia, senador do DEM e aliado de longa data do governador tucano.

    Alckmin se livrou de novas investigações da Lava Jato. Isso, porém, não impediu que o promotor Ricardo Manuel Castro pedisse que o governador fosse condenado à perda de seus direitos políticos. Agora, o PSDB estuda ir ao Conselho do Ministério Público contra o promotor.

    Alckmin não respondeu diretamente sobre a Odebrecht. Na resposta, a assessoria diz que “Geraldo Alckmin tem 46 anos de vida pública e nunca foi acusado de ter recebido qualquer valor ou qualquer bem ilegalmente. Sempre viveu de salário e remunerações pagas em troca de seu trabalho. Não enriqueceu na política. Não acumulou patrimônio.”

    3. A caixa preta da água

    Em 2015, São Paulo teve cenas de Mad Max por causa da falta d’água. Mais de 70% dos moradores da cidade tiveram o abastecimento cortado. Na eleição de 2014, a crise hídrica já era previsível. Mas Geraldo Alckmin só admitiu a existência de um racionamento após ser reeleito governador, em janeiro do ano seguinte.

    Vista da reserva Jaguari-Jacareí, na cidade de Joanópolis, no interior de São Paulo, onde o Sistema Cantareira se manteve estável pelo segundo dia seguido. Segundo a Sabesp, o sistema opera com 5,1% da capacidade total na sua reserva técnica. (Joanópolis, SP, 27.01.2015. Foto de Luis Moura/Folhapress)

    Esta era a paisagem da reserva Jaguari-Jacareí, na cidade de Joanópolis, no interior de São Paulo, em janeiro de 2015. A reserva faz parte do  Sistema Cantareira, que abastece o estado que foi governado por Alckmin.

    Foto: Luis Moura/Folhapress

    Alckmin protagonizou cenas insólitas, como o momento em que inaugurou o volume morto da reserva da Cantareira. Além do ridículo dessas cenas, as gestões tucanas já haviam sido alertadas sobre o problema por um relatório de pesquisadores da USP ao menos quatro anos antes, mas nada fizeram para mudar o quadro.

    O Ministério Público do estado ainda investiga o favorecimento de 13 empresas de engenharia em contratos realizados pela Sabesp, a companhia de saneamento paulista, entre 2008 e 2013.

    Alckmin não foi responsabilizado mesmo tendo a companhia pública sob seu comando.

    4. Propinoduto tucano

    Investigadores localizados a quase 10 mil quilômetros de São Paulo fizeram mais para descobrir o chamado “propinoduto tucano” do que aqueles vizinhos do palácio dos Bandeirantes. O escândalo só foi revelado graças aos suíços, que enviaram documentos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica apontando superfaturamento e fraudes em licitação de trens e metrôs ligadas à empresa francesa Alstom.

    O esquema não se restringia à Alstom e também envolvia outras multinacionais como a Bombardier e a Siemens. As empresas, segundo a Polícia Federal, fizeram um acordo para dividir contratos de manutenção e reforma as linhas de metrô e trem em São Paulo. Segundo o Ministério Público, o valor desviado foi de ao menos R$ 834 milhões.

    O escândalo explodiu em 2012, mas a suspeita era de que ele acontecia desde 1998, quando Alckmin já era vice de Mario Covas. Apesar de ter chefiado o Executivo paulista em boa parte do período dos roubos, entre 2001 e 2006, Alckmin nunca foi responsabilizado.

    Em uma esquisita lógica, foi Alckmin quem ameaçou processar a Siemens por formação de cartel, enquanto mantinha contratos com a empresa. Um delator da multinacional admitiu o esquema e apontou que três secretários de Alckmin receberam propina.

    Neste caso, coube ao Supremo Tribunal Federal, em processo relatado pelo ministro Marco Aurélio, livrar a barra dos dois aliados de Alckmin citados no caso – o tucano José Anibal e Rodrigo Garcia, do DEM.

    Além de não ter sido denunciado, Alckmin fez mais: ele perdoou uma dívida de R$ 116 milhões da Alstom com o governo do estado, referente a atrasos nas linhas de trem e em obras. Embora envolvesse dinheiro público, o perdão veio num acordo extrajudicial cujas cláusulas e razões permanecem ocultas. O Ministério Público chegou a pedir a suspensão do perdão, mas foi ignorado.

    A assessoria de Alckmin afirmou que “criou uma comissão independente para acompanhar as investigações e foi à Justiça para obter ressarcimento.” Também disse que o esquema atingiu o Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

    5. Escândalo da Nossa Caixa

    O banco Nossa Caixa foi investigado por favorecer deputados na Assembleia Legislativa quando Alckmin foi governador em 2005. Na época, o governo do estado era dono do banco, e verbas de publicidade operadas por ele teriam sido usadas em troca de votos.

    O deputado estadual Afanasio Jazadji, do então PFL (atual DEM), afirmou que recebeu uma oferta do próprio governador para que deixasse de criticá-lo em troca das verbas de publicidade. “Eu teria ajuda desde que deixasse de criticar os secretários da Segurança Pública, da Administração Penitenciária e da Educação nos meus programas de rádio e de TV,” disse o deputado.

    O esquema não se referia a uma ou outra publicidade feita pelo Nossa Caixa. Segundo uma auditora do banco e uma investigação do Ministério Público do Estado, de um total de 278 operações avaliadas na época, havia irregularidades em 255 – quase 92% delas. Entre elas, serviços não prestados e pagamentos feitos sem as autorizações necessárias.

    Nesse caso, o governador tucano se livrou pela completa incapacidade da oposição de abrir uma CPI efetiva. Em um jogo de empurra, o PT chegou a levar o caso ao Supremo Tribunal Federal, mas ele nunca deu em nada. Enquanto isso, o governador manteve um acusado do escândalo em seu governo.

    Em 2009, a promotoria moveu uma ação contra quatro diretores pelo caso – Alckmin, é claro, ficou de fora.

    6. Rodoanel

    Uma única obra dos governos tucanos, o trecho norte do Rodoanel, resultou no roubo de R$ 600 milhões do dinheiro do governo, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público. Líder do esquema, Laurence Casagrande foi secretário de Transporte e presidente da empresa do estado que controla a construção de rodovias, a Dersa, Desenvolvimento Rodoviário S/A.

    Isso não foi o suficiente para abalar a confiança de Alckmin em Casagrande. No último dia 23 de junho, Alckmin descreveu seu antigo secretário de transportes como uma “uma pessoa séria (…) com uma enorme folha de serviços ao estado.” Dois dias antes, ele havia sido preso em um desdobramento da operação Lava Jato.

    Segundo a assessoria de Alckmin, “existe uma discussão técnica envolvendo uma concessionária privada e um órgão público a respeito de um item da maior obra da América Latina”. “É uma obra viária licitada, financiada e rigorosamente fiscalizada por um órgão internacional, o BID, e pelo menos outras quatro instâncias independentes”, diz o texto.

    Houve também queima de arquivos. Uma auxiliar de Casagrande foi voluntariamente à PF para dizer que destruiu documentos ligados ao caso dentro do órgão público por ordem do seu próprio chefe, sem saber do que eles tratavam.

    Casagrande foi solto na última semana pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Alckmin ainda passa intacto no caso.

    A assessoria do candidato disse que “Laurence Casagrande foi indiciado quando já não era secretário de Estado – nem Alckmin, governador”. “Cobrar sua demissão, portanto, é ignorar não apenas o devido processo legal, mas a lógica. O mesmo se pode dizer da tentativa de ligar as relações de parentesco de um vice-procurador da República a uma decisão do STJ. Tamanhos absurdos não podem cair apenas na conta da ignorância. Denotam absoluta má-fé”, escreveu a assessoria do candidato.

    7. Venda da Eletropaulo

    Os problemas próximos a Alckmin não começam com ele no cargo de governador, assumido em 2001. Um deles, por exemplo, data de 1998, quando ele comandava o programa de privatizações em São Paulo, que vendeu, entre outros, a Eletropaulo, a maior empresa de energia elétrica da América Latina.

    A companhia foi vendida à americana AES por US$ 2 bilhões, valor considerado baixo para o patrimônio da empresa. “O processo de avaliação e privatização da Eletropaulo foi feito por um método que, para nós engenheiros, não retrata o valor patrimonial em função das suas instalações, de seus equipamentos”, disse, à época, João Batista Serroni de Oliva, Coordenador do Grupo de Trabalho para a reavaliação patrimonial da Eletropaulo.

    As acusações geraram uma CPI, que produziu mais acusações, que não deu em nada. Elas foram enterradas em 2008 pela base tucana na Assembleia, durante a gestão de José Serra no governo do estado. Nenhum dirigente do PSDB foi denunciado pelo caso. Alckmin, que comandou todo o processo, claro, também não.

    8. Superfaturamento de casas

    Alckmin se orgulha de o estado de São Paulo ser o que mais investe em habitação no país, com o repasse de 1% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, para a área. O que ele não menciona são os escândalos de corrupção que envolvem essa grana.

    Um operação da Polícia Civil prendeu 16 pessoas envolvidas em licitações fraudulentas e no superfaturamento de obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, a CDHU, uma empresa ligada ao governo do estado.

    Segundo o Ministério Público, o esquema passava pela LBR Engenharia e Consultoria, que forjava medições de serviços em empreendimentos da CDHU para viabilizar a liberação de valores pagos a fornecedores. A LBR financiou a campanha de Geraldo Alckmin em 2010… após o escândalo.

    Mais uma vez, uma CPI instaurada foi incapaz de levar o caso adiante. Seu relatório não responsabilizava ninguém pelo roubo e afirmava que não havia sido possível chegar aos detalhes.

    Acusado de ser o artífice do esquema, o ex-secretário de habitação Mauro Bragato, só foi condenado em outro caso, que envolvia o roubo, literalmente, do dinheiro do leite das crianças na prefeitura de Presidente Prudente.

    9. Compra de votos

    Por fim, outro modo padrão de atuar na corrupção nacional: a troca de votos e favores. Em 2005, quando Alckmin era governador, a Folha publicou uma conversa telefônica entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr., do PMDB, e Paschoal Thomeu, do PTB.

    Eles discutiam o voto em Edson Aparecido, candidato favorito de Alckmin para a presidência do legislativo local. Thomeu dizia que o próprio governador havia prometido ajudá-lo, já que as suas seis empresas estavam “em situação muito difícil”. O governador iria ajudá-lo comprando seus terrenos por meio da CDHU.

    Mesmo com o voto de Thomeu, Aparecido perdeu a eleição por apenas dois votos.

    Como em todos os casos que também dependem da Assembleia Legislativa, ele não deu em nada. A promotoria disse que iria abrir um inquérito, porém ele não se desenvolveu após a morte do deputado Thomeu, no ano seguinte.

    NA NOTA ENVIADA ao Intercept, a assessoria de Alckmin fez outros comentários sobre a reportagem, que ainda não havia sido publicada – e, portanto, não havia sido lida pela campanha do tucano antes de responder às minhas perguntas. “A reportagem se utiliza de fake news, mistura casos desconexos e abusa das ilações irresponsáveis na tentativa de manchar a reputação de um político que não é apenas ficha limpa, é vida limpa.”

    A nota também diz que “de um panfleto partidário como The Intercept não se espera isenção, mas seu total descompromisso com a apuração é chocante”, escreveu a assessoria, em uma nota sem assinatura, e antes de ler a matéria.

    Foto em destaque: Geraldo Alckmin, candidato à presidência pelo PSDB, em encontro regional do partido em Osasco, São Paulo.


    CORREÇÃO: A matéria informava incorretamente que Laurence Casagrande possuía 113 milhões de reais em contas na Suíça. O dinheiro, na verdade, é atribuído a outro ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza. O texto foi alterado às 15h08 de 14 de setembro de 2018.

    Fonte: The Intercept

  • Alckmin se defende sobre indiciamento da Polícia Federal. Confira!

    Alckmin se defende sobre indiciamento da Polícia Federal. Confira!

    Alckmin se defende sobre indiciamento da Polícia Federal. Confira!
    Alckmin se defende sobre indiciamento da Polícia Federal. Confira!

    A defesa do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que o indiciamento da Polícia Federal (PF) por suspeitas de participação em lavagem de dinheiro, caixa dois eleitoral e corrupção passiva é “injustificável e precipitado”.

    Os advogados Marcelo Marins de Oliveira e José Eduardo Rangel de Alckmin afirmaram ainda que a ação desta quinta-feira, 16, fere “um dos princípios basilares do Estado democrático de direito: o direto do contraditório e da ampla defesa”. (Leia a nota na íntegra no fim do texto).

    PSDB publicou Twite em defesa de  Alckmin

    https://twitter.com/PSDBoficial/status/1283864148451958796?s=20

    As acusações contra o tucano foram conduzidos pela Lava Jato após delação de ex-executivos da Odebrecht. Também foram indiciados o ex-tesoureiro do PSDB, Marcos Monteiro, e o ex-assessor de Alckmin, Sebastião Eduardo Alves de Castro.

    O indiciamento aponta supostas irregularidades envolvendo obras no Metrô de São Paulo e no Rodoanel. Segundo a PF, além das delações dos empreiteiros, o indiciamento se baseou em prova pericial recolhida nos sistemas de informática do Grupo Odebrecht, análise de extratos telefônicos, obtenção de conversas por aplicativo Skype e ligações telefônicas de Mesa de Operações, analise de documentos indicando a pratica de cartel.

    De acordo com os advogados, “o ex-governador sequer foi chamado para prestar esclarecimentos que poderiam ter evitado o seu indevido e imerecido indiciamento”.

    Confira abaixo a nota na íntegra:

    “Injustificável e precipitado o indiciamento do ex-governador Geraldo Alckmin, que, sobretudo, feriu um dos princípios basilares do Estado democrático de direito: o direito do contraditório e da ampla defesa. A ele foram negados o prévio conhecimento dos fatos que teriam ensejado a instauração do inquérito, além do direito fundamental de se defender, assegurado pela Constituição a todo cidadão brasileiro. O ex-governador sequer foi chamado a prestar esclarecimentos que poderiam ter evitado o seu indevido e imerecido indiciamento. Por meio desta nota, além de expressar a sua indignação e reiterar o seu compromisso com os princípios de seriedade, transparência, probidade e modéstia pessoal com que sempre procurou atuar na vida pública, confirma a sua confiança na verdade, que haverá de prevalecer.”

  • ‘Somos acusados injustamente de maltratar o meio ambiente’. Diz Bolsonaro

    ‘Somos acusados injustamente de maltratar o meio ambiente’. Diz Bolsonaro

    ‘Somos acusados injustamente de maltratar o meio ambiente’. Diz Bolsonaro
    ‘Somos acusados injustamente de maltratar o meio ambiente’. Diz Bolsonaro

    Nesta quinta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a questão ambiental do Brasil, explicou as medidas tomadas pelo governo, mas reconheceu que muita coisa ainda precisa ser feita. Ele, no entanto, afirmou que a imprensa tem publicado muitas mentiras sobre o assunto para atacar o governo.

    As declarações foram dadas durante sua tradicional live pelo Facebook.

    Em sua live pelo Facebook, presidente reconheceu que muita coisa precisa ser feita na área e mostrou medidas já adotadas

    Bolsonaro começou a transmissão já abordando o assunto ambiental e como a questão é tratada na Europa.

    – Nós somos bombardeados 24 horas por dia [sobre o assunto]. Não é porque estamos perdendo a guerra da informação, mas é porque parte da mídia, ou grande parte da mídia, aproveita o momento para criticar o governo. Como se em governos anteriores estivesse uma maravilha a questão ambiental no Brasil

    Ele, no entanto, reconheceu que o governo ainda pode melhorar seu trabalho na área, mas que a situação não está tão grave quanto parte da imprensa publica.

    – Ouso dizer: É uma verdade. Na média, de focos de calor e queimadas, nós estamos abaixo da média dos últimos anos. Não é que estamos indo bem. Tem coisa para fazer? Tem, mas não é esse trauma todo que fazem contra o Brasil nessa questão – ressaltou.

    Bolsonaro também falou sobre uma das ações tomadas em sua gestão, como uma Medida Provisória que trata da regularização fundiária.

    – A Medida Provisória caducou porque a esquerda ainda tem muita força no Parlamento (…) Se ela tivesse ido à votação, teria sido aprovada (…) E assim essas áreas seriam regularizadas. E uma vez detectado foco de calor ou queimada, você teria como saber se foi dentro da reserva legal ou não e quem é o dono dessa área. E aí você puniria essa pessoa – explicou.

    Ele ainda reclamou de reportagens injustas sobre a área do meio ambiente no país.

    – Nós somos o tempo todo acusados injustamente de maltratar o meio ambiente no Brasil. E parte da imprensa publica mentiras a respeito disso. A imprensa de fora vê e republica isso lá na Europa. E lá a questão ambiental é tida como uma seita. Aí publicam a matéria lá criticando o Brasil. Então essa mesma imprensa, que mentiu fraudando números, republica aquilo de forma a criticar o governo. Fica ameaçando o tempo todo, que o governo merece um impeachment, não trata do meio ambiente – destacou.

  • Atletas poderão receber auxílio emergencial de R$ 600

    Atletas poderão receber auxílio emergencial de R$ 600

    Atletas poderão receber auxílio emergencial de R$ 600
    Atletas poderão receber auxílio emergencial de R$ 600

    A Câmara dos Deputados aprovou o auxílio de R$ 600 a profissionais do esporte. O Benefício valerá para atletas, técnicos, preparadores físicos e outros.

    Nesta quinta-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que libera o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a atletas e outros profissionais que tenha ligação com esportes. A medida tem por objetivo atenuar os efeitos da crise provocada pela Covid-19.

    A proposta prevê que o pagamento do benefício será feito por um período de três meses, mas que o prazo pode ser ampliado para se igualar ao total de parcelas do auxílio emergencial destinadas a trabalhadores informais.

    Entre as categorias que terão direito ao benefícios estão: atletas, paratletas, técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, massagistas, nutricionistas, psicólogos, árbitros e auxiliares de arbitragem.

    Para ter direito ao auxílio, é necessário atender aos seguintes critérios:

    • Não receber o auxílio emergencial já pago a informais e autônomos;
    • Ter mais de 18 anos, exceto nos casos de atletas ou paratletas com idade mínima de 14 anos vinculados a uma entidade esportiva;
    • Ter atuado de forma profissional ou não profissional na área esportiva nos últimos 24 meses. A comprovação poderá ser feita por meio de documento ou por autodeclaração;
    • Não possuir emprego formal ativo;
    • Não receber benefício previdenciário, seguro-desemprego ou algum programa de transferência de renda federal, incluindo o Programa Bolsa-Atleta. A regra só não vale para beneficiários do Bolsa Família;
    • Possuir renda familiar mensal per capita de até meio salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários-mínimos;
    • Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019;
    • Possuir inscrição em pelo menos um dos cadastros de esporte, como nos nos Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs).

    A proposta aprovada pela Câmara também trouxe medidas para ajudar entidades esportivas, como a renegociação de dívidas com a União. O projeto segue agora para análise do Senado.

  • Alckmin na Mira da Polícia Federal por suspeita de corrupção

    Alckmin na Mira da Polícia Federal por suspeita de corrupção

    Ex-governador de SP também foi indiciado por caixa dois e lavagem de dinheiro.
    Ex-governador de SP também foi indiciado por caixa dois e lavagem de dinheiro.

    Nesta quinta-feira (16), a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), por suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro, caixa dois eleitoral e corrupção passiva. A medida aconteceu no inquérito que investiga doações da empreiteira Odebrecht em campanhas eleitorais.

    Alckmin teve seu nome citado por Carlos Armando Paschoal, diretor da Odebrecht em São Paulo, que disse ter dado R$ 2 milhões para a campanha ao governo do estado em 2010 e ainda R$ 8,3 milhões em 2014. Ele governou São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.

    Além do ex-governador, também foram indiciados o ex-tesoureiro do PSDB, Marcos Monteiro, e o advogado Sebastião Eduardo Alves de Castro.

    Agora caberá ao Ministério Público de São Paulo decidir se aceita ou se arquiva a denúncia.

  • Vencendo o abuso: A revisão contratual consumerista em contratos educacionais

    Vencendo o abuso: A revisão contratual consumerista em contratos educacionais

    Vencendo o abuso: a revisão contratual consumerista em contratos de prestação de serviços educacionais
    Vencendo o abuso: a revisão contratual consumerista em contratos de prestação de serviços educacionais

    *Por João Pedro de Oliveira de Biazi

    Muito já foi discutido sobre o impacto da pandemia nos contratos. Em um grande esforço de síntese, as discussões buscaram inventariar uma série de categorias jurídicas de direito privado, cultivando o apropriado discurso de que não existe uma única solução para a variedade de problemas trazida pela Covid-19.

    Mostra-se necessário, entretanto, direcionar ao discurso para que possamos evitar abusos. Falaremos aqui dos contratos de prestação de serviços educacionais, celebrados entre aluno e Instituição de Ensino.

    Mobilização Predatória

    Há, de um lado, certa mobilização predatória para a proposição de ações judiciais descabidas. Também há, entretanto, instituições de ensino que estão simplesmente ignorando as alterações sofridas pelo programa educacional dos alunos, deixando-os sem qualquer perspectiva de diálogo e de readequação de expectativas.

    As duas formas de abuso descritas acima são fruto de um mesmo mal: a desinformação. Para falar apenas da segunda hipótese, muitos alunos sequer conhecem a possibilidade de se pedir revisão contratual com base no Código de Defesa do Consumidor. Eles são coagidos sistematicamente a não procurar os seus direitos, aceitando a injusta situação de arcarem, sozinhos, com as severas consequências da pandemia de Coronavírus.

    Do outro lado, as instituições de ensino seguem uma cartilha financeira de um tempo anterior ao Covid-19, um tempo que, infelizmente para todos nós, não existe mais. Manter este sonho acordado acontecendo custa caro, de tal sorte que as escolas seguem cobrando as mensalidades de outrora, não medindo esforços para afastar seus alunos das informações e possibilidades de acesso a uma readequação mais justa do contrato.

    Revisão Contratual Consumerista

    Como foi dito no início, há abusos dos dois lados. Afinal, não são todas as hipóteses que a Covid-19 trouxe ao setor educacional que justificam a revisão contratual mencionada acima. É imperioso que se verifique uma alteração, tão substancial à base do negócio, que não permita a obtenção da finalidade objetiva da atividade de ensino.

    Nessas situações – e somente nessas situações – é que se deve buscar o reequilíbrio do contrato ou, quando sequer isso for possível, a sua extinção.

    Averiguar se houve ou não a alteração de circunstâncias, habilitadora da revisão judicial do contrato, é trabalho individual do jurista. É preciso ter cautela perante anúncios de soluções prontas e genéricas. O trabalho é necessariamente sofisticado e exige um profissional especializado no assunto, já familiarizado em reconhecer a aplicação de categorias jurídicas de direito dos contratos.

    A pandemia atingiu sem distinção toda a cadeia educacional

    O problema é que, como a pandemia atingiu sem distinção toda a cadeia educacional brasileira, a demanda por este trabalho jurídico aumentou significativamente, estimulando certas condutas aventureiras de profissionais não especializados que oferecem, muitas vezes até de forma profética, soluções jurídicas descabidas e irrazoáveis. Além de antiética, a conduta torna ainda mais difícil o acesso à informação útil. Não bastasse a situação de abuso em si, tanto o aluno como a Instituição de Ensino precisam também ter certo nível de cautela com essas promessas milagrosas.

    Este cuidado, entretanto, não pode e nem deve desestimular a parte abusada a procurar os seus direitos e defendê-los nas mais diversas sedes. Estar informado é só o começo. É necessário agir. É importante que todos tomem consciência de que a pandemia não pode servir de pretexto para que aproveitadores alcancem atalhos financeiros. Cabe à sociedade como um todo assumir uma postura combativa frente aos abusos, praticados em momento tão crítico e traumático da nossa história. Impossível não recordar das palavras de Edmund Burke: “O mal triunfa sempre que os bons não fazem nada”. Precisamos fazer algo.

    PERFIL:

    João Pedro de Oliveira de Biazi é Doutorando em Direito Civil pela USP. Mestre em Direito Civil pela USP. Mestre em Direito Privado pela Universidade de Roma “Tor Vergata”. Graduado em Direito pela USP. Professor. Advogado.

  • Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol

    Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol

    Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol
    Curso da Universidade Johns Hopkins sobre rastreamento de contágio da Covid-19 já está disponível em português e espanhol

    Com a contínua ameaça da Covid-19, vários países têm aumentado esforços para conter a doença e, para muitos deles, isso significa expandir sua capacidade de rastrear a contaminação. Diante disso, a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health lançou, em maio, o curso online gratuito COVID-19 Contact Tracing dentro da plataforma Coursera. A iniciativa está ajudando milhares de pessoas em todo o mundo a atuar com essa urgente demanda.

    Para tornar este conteúdo tão importante ainda mais acessível às mais de 600 milhões de pessoas que falam português e espanhol em todo mundo, a John Hopkins University acaba de lançar versões do curso nestes idiomas, também dentro da Coursera. Estas novas traduções chegam no momento em que muitos países de línguas hispânica e portuguesa enfrentam o aumento de casos, como México, Peru, Colômbia e Brasil.

    Curso da Universidade Johns Hopkins

    O conteúdo de cinco horas foi criado com apoio da Bloomberg Philanthropies e oferece fundamentos para o rastreamento do contágio, incluindo informações básicas sobre o vírus, estratégias e simulações de entrevistas, técnicas de comunicação e preceitos éticos. O curso já recebeu mais de 500 mil inscrições e foi concluído por 200 mil alunos.

    As novas versões traduzidas contam com legendas, leituras, descrições e questionários. Todas as versões do curso – português, espanhol ou inglês – estão disponíveis gratuitamente para qualquer interessado em aprender sobre como rastrear o contágio.

    “Mapear o contágio é parte crucial da estratégia para controlar da pandemia e, por isso, precisamos treinar o maior número de pessoas possível nesta habilidade. Fico muito feliz que essa colaboração de tradução entre nosso governo e a Coursera ajudou a disponibilizar as versões em espanhol e português deste conteúdo on-line e gratuito da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, umas das principais referências em saúde pública. O curso será uma poderosa ferramenta para países da América Latina, no momento em que planejam reabrir suas economias ao mesmo tempo que precisam garantir a segurança dos cidadãos”, firma Iván Duque, presidente da Colômbia.

    “O rastreamento de contágio é uma ferramenta que pode ser usada no mundo todo para controlar o coronavírus. Esta iniciativa vai levar o curso da Johns Hopkins para muito mais pessoas que trabalham salvando vidas em suas comunidades”, comentou Josh Sharfstein, vice-reitor de práticas de saúde pública e engajamento de comunidades da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health .

    A Coursera, em colaboração com instituições mundialmente reconhecidas como a Johns Hopkins University e a Bloomberg Philanthropies, tem o compromisso de oferecer conteúdo educacional on-line relevante e acessível para pessoas e organizações.

    Inscreva-se ou compartilhe agora mesmo o curso em espanhol ou português .

    Sobre a Coursera
    A Coursera foi fundada por Daphne Koller e Andrew Ng com o objetivo de proporcionar experiências de aprendizagem transformadoras para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Hoje é a maior plataforma internacional de aprendizagem on-line, acessada por mais de 65 milhões de estudantes de todo o mundo para aprender as habilidades do futuro. Mais de 200 das melhores universidades e educadores da indústria do mundo se associaram à Coursera para oferecer cursos, Programas Especiais, certificados e diplomas. Mais de 2,5 mil empresas confiam na plataforma de negócios Coursera for Business para transformar talentos humanos; enquanto a Coursera for Government auxilia funcionários de governos e cidadãos com habilidades necessárias para criar forças de trabalho competitivas. Já a Coursera for Campus capacita qualquer universidade a oferecer educação on-line de alta qualidade e profissionalmente relevante a sua comunidade acadêmica, estudantes e graduados. A Coursera é apoiada por investidores incluindo Kleiner Perkins, New Enterprise Associates, Learn Capital e SEEK Group.

  • Como são as aulas online de Harvard? Confira!

    Como são as aulas online de Harvard? Confira!

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     (marvinh/iStock)

    Se você está tendo aulas em EAD durante a pandemia da COVID-19, então você está estudando na mesma modalidade que os estudantes de Harvard. A instituição já decidiu que vai manter as aulas online até o começo de 2021 (o que, aliás, acabou gerando alguns problemas para estudantes estrangeiros). Mas como é uma aula online de Harvard?

    Para responder a essa pergunta, pedimos a dois estudantes brasileiros de Harvard (Pedro Farias e João Abdallah) que nos falassem sobre suas experiências com aulas EAD de Harvard. Os dois estão no Brasil atualmente, mas seguem matriculados na universidade estadunidense tendo aulas regulares — por meio da plataforma online Zoom. Confira:

    A plataforma é surpreendentemente eficaz em reproduzir a experiência de uma aula presencial. De acordo com Pedro, um dos recursos que contribui bastante para isso são as “break rooms”. Essas salas permitem que, em alguns momentos, os professores interrompam as aulas para que grupos menores de estudantes possam discutir entre si os temas apresentados. Isso incentiva a participação e ajuda a deixar as aulas mais dinâmicas.

    Trata-se de uma medida importante para garantir que todos acompanhem o conteúdo — afinal, algumas aulas têm mais de 500 estudantes assistindo ao mesmo tempo! Segundo João, essas sessões de debate nas “break rooms” geralmente são facilitadas por estudantes de doutorado da universidade. Eles atuam como monitores das aulas e, nessas situações, ajudam a mediar os debates entre estudantes da graduação.

    Tão bom quanto o presencial?

    Por mais que esses recursos melhorem a qualidade dos encontros online, elas ainda são uma experiência bem distinta de estar no campus e poder comparecer presencialmente às aulas. O contato com os outros estudantes de outros países, segundo os brasileiros, é uma das coisas que mais faz falta.

    Algo que não mudou na modalidade EAD das aulas, no entanto, são as “lições de casa”. Após as aulas, espera-se que os estudantes participem de discussões em fóruns relacionados às matérias e desenvolvam outros trabalhos, tanto em grupo quanto individualmente.

    Mesmo com essas dificuldades, no entanto, Pedro e João consideram que suas vivências com as aulas online são importantes. Elas permitem que eles continuem seus estudos mesmo durante esse período conturbado. E também contribuem para ter mais conhecimento sobre essa modalidade de ensino — que deve continuar sendo bem comum por pelo menos mais alguns meses.

    Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante. 

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/como-sao-as-aulas-online-de-harvard-confira

  • Empreendedorismo no Brasil. Qual a importância dos jovens?

    Empreendedorismo no Brasil. Qual a importância dos jovens?

    Empreendedorismo no Brasil. Qual a importância dos jovens?
    Empreendedorismo no Brasil. Qual a importância dos jovens?

    Ter acesso ao ensino superior é ainda o sonho de inúmeros jovens brasileiros e, estatisticamente, o de empreender também. Esse movimento a favor da educação, sobretudo, empreendedora, colabora para um País cada vez mais competitivo, sob patamares do desenvolvimento econômico e social.

    Quando colocamos os jovens no papel de protagonistas, conseguimos ver ainda mais o valor deste movimento. Se pararmos para analisar, as empresas unicórnio ou até mesmo, as que já estão consolidadas no mercado e são atrativas do ponto de vista do consumidor, provavelmente, veremos um jovem à frente dela. Existem estudos que apontam que pessoas estão atingindo a marca do primeiro milhão antes de completar 30 anos, isso já faz parte da mudança no mundo dos negócios.

    Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Ibope, 60% dos jovens tem como propósito de vida, empreender. Acredito que precisamos voltar os olhos para esta realidade. Quando falamos deste perfil dentro do empreendedorismo, afetamos diversos patamares que vão além do lucro, pois alcançamos, aos poucos, uma equidade de oportunidades, a possibilidade de uma mudança social e o desenvolvimento de soluções inovadoras para problemas, tanto aqueles mais supérfluos como os estruturais.

    Portanto, penso que precisamos criar um ambiente que, além de valorizar, também fomente essa atitude entre os jovens. Eu, como jovem, acredito que realmente o Brasil tem a capacidade de aproveitar muito mais do potencial da juventude, e se tornar um berço para novos negócios que nos colocam à frente deles, assim como os ‘laboratórios’ que vemos lá fora em locais como o Vale do Silício, Nova Iorque, Boulder, Boston, Londres, Singapura, Berlim e Portugal, por exemplo.

    O mercado está cada vez mais aquecido e a disputa por mentes brilhantes não para. O empreendedorismo é o estopim para nossa história, afinal, foi a audácia de grandes empreendedores que deu à luz a grandes avanços no nosso país. Precisamos trilhar caminhos alternativos, diferente dos que já conhecíamos até então. Os jovens têm o melhor perfil para investir nisso, pois são capazes de inovar, gerar conexões e desenvolver projetos escaláveis capazes de transformar toda uma realidade, já que principalmente eles conseguem enxergar oportunidades onde outras pessoas simplesmente não veem.

    Texto de Ana Beatriz Cesa – Presidente Executivo da Brasil Júnior, 2020
    Ana Beatriz Cesa é graduanda de administração empresarial pela ESAG/UDESC, Ana Beatriz Cesa é a atual presidente executiva da Brasil Júnior, instância que representa as Empresas Juniores brasileiras e que está presente em todos os estados do País e no Distrito Federal, totalizando mais de 1.100 empresas juniores e aproximadamente 19 mil empresários juniores de 215 instituições de ensino superior. Há 4 anos no movimento, ela foi presidente da Inventório Empresa Júnior de Design e Moda e também da FEJESC (Federação das Empresas Juniores de Santa Catarina. Além disso, Ana também já atuou em empresas como Blueticket e no Movimento Excelência SC.

  • “Ideias que Colam”: entenda o existencialismo de Sartre em 2 minutos | Guia do Estudante

    “Ideias que Colam”: entenda o existencialismo de Sartre em 2 minutos | Guia do Estudante

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     (Instituto CPFL/Divulgação/Reprodução)

    O existencialismo de Jean-Paul Sartre foi uma das correntes mais importantes do pensamento francês. Ele ganhou força, sobretudo, nas décadas de 1950 e 1960, repercutindo fortemente na filosofia, na literatura, no teatro e no cinema.

    Para Sartre, o homem se diferencia dos outros seres por pensar sobre a própria consciência e sobre o mundo ao seu redor. Sem ter sido criado com uma essência já definida, é durante a própria existência, em cada situação, que o homem define o que ele é. Assim, ele é o único responsável por seus atos e escolhas.

    Quer entender mais, de maneira simples e rápida, o pensamento desse filósofo? Confira o segundo episódio de “Ideias que Colam”, primeira série em animação da Liquid Media Lab, em parceria com o Instituto CPFL, sobre os grandes pensadores da humanidade.

    Gostou? Se ainda não viu o primeiro episódio da série, sobre Michel Foucalt, confira aqui.

    Prepare-se para o Enem sem sair de casa. Assine o Curso Enem do GUIA DO ESTUDANTE e tenha acesso a centenas de videoaulas com professores do curso Poliedro.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/ideias-que-colam-entenda-o-existencialismo-de-sartre-em-2-minutos