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  • Deu branco? 5 passos indispensáveis para fixação de conteúdo | Guia do Estudante

    Deu branco? 5 passos indispensáveis para fixação de conteúdo | Guia do Estudante

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     (Getty Images/Reprodução)

    Vários fatores podem atrapalhar na hora do estudo: dificuldade de concentrar, ansiedade, cansaço, desânimo, entre outros. Mas se o conteúdo não é fixado corretamente, todo o esforço para aprender é em vão. Além de entender, é preciso reter na memória o conhecimento. Confira alguns métodos de fixação de conteúdo. 

    O que ajuda na fixação de conteúdo?

    #1 Corpo sã, mente sã

    Depois de oito anos estudando inteligência humana, o psiquiatra Pablo Vinícius fundou o Instituto PARC (Programa de Alto Rendimento Cognitivo) e reuniu uma série de métodos e pesquisas para otimizar o desempenho intelectual. Para ele, o primeiro passo é cuidar da saúde.

    “Cada célula do seu corpo tem que ser otimizada. Ninguém vai aprender nada se não estiver bem.”

    “As escolas e cursinhos investem em professores, métodos e estruturas e não garantem o básico que é a condição do aluno. Ter saúde plena é fundamental. A partir disso, podemos intervir com métodos de ensino”, defende.

    Pablo também acredita que é essencial observar o cronotipo de cada indivíduo. “Todas as células têm um melhor horário de funcionamento. Um dos segredos é estudar quais são os melhores para o rendimento intelectual. Isso é muito individual, cada um tem o seu. Mas a pessoa vai aprender mais focando os esforços nos horários adequados”, garante.

    #2 Hora certa para tudo

    Estudando no horário correto, o estudo rende mais, garante Pablo. “Todo mundo se pergunta por quanto tempo estudar. O cérebro tem uma tendência de reter as primeiras ou as últimas informações estudadas. Então, os blocos de estudos têm que ser curtos, de 20 a 30 minutos, com repouso de 5 a 10 minutos. Assim, você aumenta a quantidade de informações retidas”, ensina.

    O psiquiatra também defende que métodos de estudo que associam vários canais de informações são mais eficientes. “Se você só lê, sua absorção vai ser de 30%. Se você ler e falar, já aumenta. Se você ler, falar, fechar os olhos e pensar sobre o conteúdo, a absorção é maior ainda. Então minha dica é utilizar a maior parte das ferramentas sensoriais no estudo: leia, fale, pense, escute e ensine”, dita.

    #3 Matéria aplicada na realidade

    Já o pedagogo especialista em gestão escolar Marco Elvis Alcântara acredita que não existe segredo para fixar bem conteúdo. Ele aposta que o método mais eficaz é fazer exercícios com abordagens diferenciadas.

    “O conteúdo só vai ser fixado se ele fizer sentido. Para isso, é importante fazer analogias com seu dia a dia e coisas da sua realidade”, recomenda.

    O diretor pedagógico sugere fazer exercícios práticos, estudos de caso e de campo, comparações e análises. “Isso faz com que o estudante tenha um papel mais ativo no aprendizado. Antes, se desenvolvia habilidades e competências, mas não atitude, porque eles não sabiam usar o que aprendiam. Só memorizavam o suficiente para passar na prova”, repreende.

    Marco considera que o Brasil passa por uma mudança na abordagem educacional. “Provas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já trazem questões que são baseadas mais em vivência do que em teoria. As pessoas não entendem o formato porque foram educadas no sistema antigo, mas assim é mais efetivo”, garante. Para ele, a repetição só funciona para a aprendizagem de línguas estrangeiras.

    #4 O caminho para a aprovação

    Aprovado no concurso da Polícia Civil (DF) para agente policial, em 2013, Tassio Correa, 32 anos, nunca foi um aluno exemplar. Focado na aprovação, ela conquistou a vaga apostando em flashcards e aplicativos. “Eu estudei bem focado durante três meses, todos os dias. Mas eu já tinha uma base de conteúdos gerais. Praticava durante toda a tarde e noite”, lembra.

    Para o policial, as pessoas se acostumaram a estudar nas vésperas da prova e acabam se esquecendo com facilidade de conteúdo. “Muita gente é motivada, mas não tem um bom método de revisão. Eles estudam e depois não lembram o conteúdo. Acredito que é isso que acaba atrapalhando o desempenho da maioria”, pondera.

    #5 Repetição e revisão

    Para revisar tudo que aprendia, Tassio investiu em cartões de memorização, que ajudaram a testar a memória. “A vantagem é que esse é um método ativo por te forçar a pensar e responder. E você testa o tempo todo não só se aprender, mas se memorizou. Quando você lê, não necessariamente está captando o assunto”, revela.

    Mas, para ele, o grande diferencial foi utilizar aplicativos para os cartões. “Era muito bom porque ele gerenciava as repetições que você tinha que fazer por dia e quais assuntos você precisava revisar mais, com base no que você não lembrava. Então, você reforça o que ainda não está fixado e não foca tanto no que já está consolidado”, explica. Tassio ainda complementou o estudo com aulas gravadas e podcasts.

    Este texto foi originalmente publicado no portal Na Prática, parceiro do Guia do Estudante.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/deu-branco-5-passos-indispensaveis-para-fixacao-de-conteudo

  • 6 carreiras para quem quer ver o mundo | Guia do Estudante

    6 carreiras para quem quer ver o mundo | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    Viajar e ver o mundo é uma das prioridades da geração Z. Ainda que os jovens estejam interessados em se dedicar aos estudos, uma pesquisa online realizada pelo Booking.com mostrou que 67% dos jovens, entre 16 e 24 anos, acreditam que viagens são o melhor investimento. Os mais de 21 mil entrevistados de 29 países, incluindo o Brasil, também apontam que estão interessados em trabalhos que os permitam vivenciar outras culturas (71%), demonstrando o perfil e as prioridades daqueles que estão partindo para o momento de decisão profissional.

    Mas trabalhar e ver o mundo não precisam ser opostos. Existem profissões que te dão a oportunidade de conhecer novos países, culturas e idiomas. E se você é apaixonado por viajar e não vê a hora de explorar o planeta, aqui estão algumas carreiras em que não é preciso escolher entre trabalho e viagem.

    Fotógrafo e produtor de vídeo

    Os fotógrafos e os produtores de vídeos trabalham para projetar o mundo no papel ou nas telas digitais. Além de uma boa câmera, é preciso entender sobre luz, enquadramento, edição e ter um ótimo senso estético. Você pode trabalhar para empresas e agências ou como autônomo, registrando eventos, lugares e momentos. O fotógrafo não precisa ter formação, apesar de existirem bacharelados na área. Mas é importante ter um bom portfólio mostrando sua experiência.

    Guia de turismo

    Se você gosta de explorar novos lugares e organizar roteiros, ser um guia de turismo pode ser incrível. Além de ser importante ter muito conhecimento e responsabilidade, você terá a oportunidade de apresentar o mundo para outras pessoas, o que pode ser divertido. Para atuar em excursões nacionais e internacionais, é preciso ter mais de 21 anos e comprovar a fluência em, pelo menos, um idioma. Também existem qualificações no nível técnico para a área, mas não é obrigatório. É necessário providenciar, na prefeitura da sua cidade, o registro de autônomo e solicitar a credencial na Secretaria de Turismo do Estado. Por fim, o guia deve se cadastrar no Cadastur, sistema de cadastro de pessoas e empresas que atuam nesse setor.

    Geógrafo

    Para além das salas de aula, os geógrafos podem atuar no estudo de planejamento urbano, impacto sócio-ambiental e estudo de regiões. Esse é um trabalho importante que afeta o nosso dia a dia, principalmente com crescimento da preocupação mundial em relação ao planeta e ao meio-ambiente. A graduação no curso superior de Geografia é exigido e especializações e pós-graduações são importantes, principalmente se você quiser seguir uma carreira de pesquisador.

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    Comissário de Bordo

    Como agentes de segurança, os comissários de bordo são responsáveis pela organização dos passageiros durante as viagens e precisam estar preparados para situações de emergência. É necessário falar, pelo menos, inglês e obter o CHT, Certificado de Habilitação Técnica,  da Anac (Agência de Aviação Civil), além de realizar o estágio obrigatório. Entre os conteúdos trabalhos no curso estão conhecimentos sobre leis trabalhistas e aeronáuticas, primeiros socorros e meteorologia. A profissão te permitirá conhecer muitas pessoas e conhecer muitos lugares do Brasil e do mundo.

    Diplomata

    A diplomacia é um instrumento da política externa de um país. São os diplomatas que estabelecem, representam e negociam as relações entre seu país de origem e outros. Para seguir a carreira, você precisa ter uma graduação no Ensino Superior (em qualquer curso), ter um perfil analítico e disciplina para ingressar na carreira pública por meio do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) para trabalhar no Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores).

    Arqueólogo

    O arqueólogo é aquele que estuda as culturas e sociedades humanas a partir de objetos e vestígios produzidos no passado. Existem algumas possibilidades na arqueologia que te permitem viajar, como a exploração de campo e a arqueologia subaquática, em que você tem a oportunidade de visitar os sítios arqueológicos e descobrir materiais.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/carreiras-para-quem-ver-mundo

  • Conheça 5 profissões que surgiram graças à internet | Guia do Estudante

    Conheça 5 profissões que surgiram graças à internet | Guia do Estudante

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     (Getty Images/Reprodução)

    Com o avanço tecnológico, algumas profissões se transformaram e outras surgiram para cobrir as demandas de novos estilos de vida da sociedade. Essas profissões nem sempre exigem uma graduação específica, mas requerem muito conhecimento e experiências práticas que agreguem uma boa bagagem para entender o mundo digital e suas ferramentas.

    Entre as profissões que surgiram com (ou por causa da) internet, separamos cinco que estão em grande ascensão no mercado e não têm previsão de sumirem em um curto período de tempo.

    Ciência de dados

    Tudo o que fazemos na internet gera uma quantidade imensa de dados. Esse profissional é responsável por coletar, organizar, decifrar e entender as informações geradas. Os dados são usados por empresas para compreender nosso uso da internet e, nos últimos anos, ele se tornou o recurso mais valioso do mundo, segundo a publicação britânica The Economist! Existem poucos cursos na área e esse profissional pode ter formações diversas. Atualmente, também é importante dominar IA (Inteligência Artificial), o que vai ajudá-lo a se destacar no mercado.

    Marketing Digital

    O objetivo do Marketing é divulgar e promover serviços e produtos para possíveis consumidores. No marketing digital, o profissional vai utilizar as plataformas online, seja redes sociais, sites, buscadores, influenciadores etc. Para isso, é importante conhecer muito bem todas as possibilidades de uso da internet com esse fim, mas também estar atento às inovações e ser criativo para saber como usá-las. Para atuar, é possível graduar-se no curso de Marketing Digital, mas você também pode vir de outras áreas e se especializar através de cursos nesse meio.

    Desenvolvimento de aplicativos

    Se, antes, um dos profissionais mais importantes na tecnologia era o Desenvolvedor de Websites, atualmente essa importância passou a ser ocupada pelo Desenvolvedor de Aplicativos. Isso porque a pesquisa Economia Móvel 2019, da GSMA, mostrou que 67% das pessoas no mundo têm celular. Esse profissional vai atuar desenvolvendo apps e sistemas para empresas por meio do domínio de linguagens técnicas dos sistemas operacionais, como iOS e Android. A graduação não é obrigatória, mas as empresas consideram como diferencial caso você tenha especialização nas áreas de Engenharia de Software, Matemática, Ciência da Computação ou Desenvolvimento de Sistemas.

    Segurança da informação

    A área de Tecnologia da Informação reúne todas as atividades e soluções que podem ser realizadas por recursos tecnológicos, entre elas a segurança da informação. Essa área tem a responsabilidade de proteger dados armazenados em redes e softwares contra acessos não autorizados, por exemplo, quando usamos nossa conta bancária pelo celular. Esse profissional também pode atuar como analista ao examinar riscos e elaborar políticas de segurança. Para atuar, é preciso ter conhecimento em criptografia, recuperação de dados e arquitetura em redes de computadores. Você pode se especializar através de um curso tecnólogo.

    UX Design (User Experience)

    Também conhecida como Customer Success (em tradução, “sucesso do cliente”), a área de UX Design atua com a experiência do usuário ao utilizar um produto ou serviço. O profissional de Experiência do Usuário é responsável por entender como o consumidor se sente ao visitar uma plataforma e facilitar essa interação, avaliando a identidade visual, a organização de informações, a eficiência do sistema, entre outras características importantes em um produto. Nessa área, é preciso ter conhecimento de design gráfico e linguagens de programação. A graduação na área não é obrigatória, mas existem muitos cursos e especializações que podem ser feitas.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/conheca-profissoes-surgiram-internet

  • Enem 2020: voluntários pagam inscrições de alunos que não tiveram isenção | Guia do Estudante

    Enem 2020: voluntários pagam inscrições de alunos que não tiveram isenção | Guia do Estudante

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     (Getty Images/Reprodução)

    O Inep prorrogou o prazo de pagamento da inscrição do Enem 2020 para o dia 10 de junho. A princípio, os estudantes teriam até o dia 28 de maio para pagar o boleto, no valor de R$ 85. Mas, de acordo com o órgão, cerca de 300 mil candidatos fizeram a inscrição, mas não pagaram a taxa no período. Nessa conta, muitos são jovens que não têm condições de pagar, mas não conseguiram a isenção, seja por falha no pedido ou durante a inscrição, ou falta de internet, entre outros motivos.

    A internet, então, se movimentou. Na terça-feira (2), mesmo dia que o pagamento foi prorrogado, a podcaster e publicitária cearense Iyara Vidal, de 24 anos, postou em seu Twitter, que ajudaria duas pessoas, pagando seus boletos do Enem. O também podcaster Luan Alencar gostou da atitude e pensou em juntar uma galera para expandir a ajuda. Assim, eles criaram uma o Pretos no Enem, rede de voluntários para pagar as taxas de inscrição do Enem de estudantes negros sem condições de quitar a taxa exigida pelo MEC.

    “Os jovens pretos ainda são os mais castigados pela violência policial e pela desigualdade social. No Brasil, segundo o IBGE, os jovens negros morrem quase três vezes mais que os brancos. Se somos todos iguais, por que isso acontece? Vamos ajudar a facilitar o acesso ao ensino superior desses jovens negros, para que todo mundo tenha ma mesma oportunidade?”, apontou Vidal, idealizadora do projeto.

    Eles não imaginavam a dimensão que a campanha iria tomar. Depois de três dias, 11 mil voluntários abraçaram a ideia. Mas Iyara lembra que ainda é necessário alcançar mais estudantes: “Quanto mais voluntários, mais jovens serão impactados! Um jovem preto frequentando a universidade é a oportunidade de uma família subir de vida. É o mercado de trabalho, a ciência e a pesquisa ganhando novas perspectivas, novas vivências”.

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    SE LIGA! Se você é ou conhece uma pessoa negra precisando de ajuda pra pagar a taxa de inscrição do Enem, fala com a gente! ✊🏿✊🏾✊🏽✊🏼 #pretosnoenem

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    Como ajudar?

    Os voluntários devem preencher um formulário, em que se colocam em disposição e informam a quantidade de boletos que poderão arcar. Preenchido o documento, seus nomes vão para uma planilha, para que os organizadores tenham o controle da quantidade de padrinhos. Quando um aluno envia o boleto, um voluntário é escolhido para efetuar o pagamento e depois enviar o comprovante para o projeto.

    E quem precisa de ajuda?

    Se você se identifica como uma pessoa negra e não conseguiu pagar, entre em contato pelo Instagram do Pretos no Enem. Basta mandar uma mensagem solicitando ajuda, nos comentários, no chat privado, ou por meio do e-mail pretosnoenem@gmail.com. Eles encaminharão o boleto para um voluntário e depois, te enviarão o comprovante.

    Movimento Amplia

    O professor Cristiano Ferraz, internacionalista formado pela Universidade de São Paulo (USP) também criou, junto com outros colegas educadores, um projeto para quem quer arcar com taxas de inscrição de pessoas negras e indígenas que não tiveram condições de efetuar o pagamento: o Movimento Amplia.

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    A post shared by Movimento Amplia (@movimento_amplia) on Jun 4, 2020 at 2:54pm PDT

    Para ajudar ou ser ajudado, o esquema é semelhante ao dos Pretos no Enem. Foi disponibilizado dois formulários: um para os  “padrinhos e madrinhas”, que receberão por e-mail um boleto a ser pago, e outro para os estudantes que não têm condições de quitar a taxa. 

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    Idealizadores e voluntários dos dois projetos pedem que as iniciativas sejam mais compartilhadas e divulgadas nas redes sociais para que alcancem mais estudantes que sonham com a vaga na universidade e, claro, com o fim do preconceito e da desigualdade.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/enem/enem-2020-voluntarios-pagam-inscricoes-de-alunos-que-nao-tiveram-isencao

  • Autoconsciência emocional: o que é e 5 dicas para desenvolver a sua | Guia do Estudante

    Autoconsciência emocional: o que é e 5 dicas para desenvolver a sua | Guia do Estudante

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     (Getty Images/Reprodução)

    Quando falamos de autoconsciência emocional não estamos nos referindo à uma habilidade que seja facilmente adquirida – ou que se restrinja a saber do que você gosta e do que não gosta – mas, ao mesmo tempo, já é enorme a quantidade de conteúdos de fácil acesso que temos hoje para aprender mais sobre o assunto. E, especialmente, à medida em que adquirimos mais conhecimentos sobre o tema, a principal ferramenta que precisamos para colocá-los em prática está sempre totalmente à disposição: nós mesmos!

    Beabá do conceito

    Quando vemos o termo autoconsciência emocional pode realmente parecer algo muito complexo. Para facilitar, vamos primeiro dividir as palavras deste conceito?

    • Auto = sobre si mesmo;
    • Consciência = ter conhecimento, saber ou estar ciente sobre algo;
    • Emocional = sobre nossos sentimentos e emoções, o que se passa dentro de nós nas mais diversas situações.

    Dessa maneira, autoconsciência emocional é um termo para denominar a busca por um conhecimento maior de si mesmo e por estar ciente da existência das nossas emoções, com o objetivo de compreender o que sentimos e vivenciamos no dia a dia.

    Sendo a base e o primeiro passo de uma habilidade mais ampla, que é a inteligência emocional, autoconsciência emocional envolve estar atento(a) a diferentes aspectos do nosso “eu”, incluindo nosso temperamento, nossas crenças, ideias, comportamentos, valores e sentimentos. Uma pessoa que possui essa habilidade bem desenvolvida tem conhecimento sobre o que sente e de que forma essas emoções afetam positiva ou negativamente o seu desempenho no contexto profissional e pessoal. Por isso que aprender a olhar para suas características é uma estratégia eficiente na construção de um caminho de sucesso e bem-estar. Saber responder com propriedade a famosa pergunta “quais seus pontos fortes e fracos?” pode te levar muito além da conquista da sonhada vaga no processo seletivo que tanto deseja.

    Apesar de ter o foco mais interno, também abrange o que chamamos de autoconsciência emocional “pública”, que é a nossa percepção sobre como nossas emoções afetam os outros. Além disso, esse olhar para fora é essencial no aprendizado de identificar emoções. Observar o comportamento de outras pessoas aumenta o nosso referencial e nos ajuda, inclusive, a interpretar melhor o jeito mais adequado de abordar cada pessoa e assim ter um retorno mais positivo (para a pessoa e para nós mesmos), além de melhorar nossa empatia.

    Antes de seguir, é válido reforçar que conseguimos aumentar consideravelmente o resultado de qualquer aprendizado quando adequamos as dicas e conteúdos que recebemos ao nosso contexto, gostos e rotina – não tire isso de mente ao ler os pontos abaixo, combinado?

    Dicas para desenvolver sua autoconsciência emocional

    É bem provável que a essa altura já esteja claro que autoconsciência emocional é uma habilidade que pode ser desenvolvida e que passa por uma análise aprofundada do seu comportamento e emoções. Agora, afinal,  como se desenvolve isso no dia a dia? Algumas dicas bem práticas para você que quer começar a se conhecer melhor são:

  • Busque informações sobre o assunto – canais no Youtube, páginas em redes sociais, livros, cursos, podcasts, etc;
  • Encontre amigos ou se reúna com pessoas que estejam dispostas a conversar abertamente sobre esses temas;
  • Identifique possíveis padrões nos seus comportamentos – começando por observar seu humor ao longo do dia, do mês, no trabalho e em casa, ao encontrar determinadas pessoas, etc;
  • Responda a pergunta “o que estava passando pela minha cabeça no momento?” em situações que você perceber mudanças no seu humor – responda da maneira mais genuína e sincera (e quanto mais próximo da situação, mais você ajuda a sua memória a recuperar os pensamentos e sentimentos corretos);
  • Pratique atividades que te ensinem e ajudem a se concentrar no presente e em você, como a meditação – especialmente práticas de mindfulness;
  • Anote os aprendizados, descobertas e respostas que for tendo sobre você mesmo(a) – use o que for mais prático para você (celular, post it, agenda etc) para tentar driblar a preguiça e o esquecimento.
  • Por último, reflita se você quer mesmo iniciar esse processo, aumentar seu nível de consciência pessoal não é garantia de que você descobrirá apenas características das quais se orgulhe, mas isso também pode abrir um leque de oportunidades incríveis de melhoria. São exatamente as pessoas que conhecem suas particularidades as mais capazes de compreender como podem mudar a sua forma de agir e utilizar essas características a seu favor para alcançar objetivos e obter melhores resultados.

    Sobre a autora

    Shirley Canabrava é formada em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atua como psicóloga clínica, com atendimentos online e no seu consultório em São Paulo. É cofundadora da Mental Happy, consultoria de saúde mental para empresas especializada na saúde emocional de lideranças e funcionários.

    Este texto foi originalmente publicado no portal Na Prática, parceiro do Guia do Estudante.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/autoconsciencia-emocional-o-que-e-e-5-dicas-para-desenvolver-a-sua

  • 5 influenciadores que vão te inspirar para conhecer o Design Gráfico | Guia do Estudante

    5 influenciadores que vão te inspirar para conhecer o Design Gráfico | Guia do Estudante

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     (Getty Images/Reprodução)

    Se você gosta de desenhar, pintar ou criar conceitos visuais já deve ter pensado se existe alguma forma de trabalhar fazendo isso. E, como vivemos na era das imagens, o Design Gráfico é uma profissão importante dedicada a desenvolver projetos visuais – desde ilustrações até embalagens – de tudo o que chega até nós. 

    Por isso, apresentamos cinco profissionais e influenciadores digitais que trabalham com Design e mostram que ser criativo pode ser mais fácil do que você imagina.

    Femingos

    A curitibana Fernanda Longoni é estudante de Design Gráfico e tem um canal voltado para te incentivar a ter uma vida criativa. Além dos vídeos contando sobre seu curso e materiais que usa na faculdade, seu conteúdo discute como é o processo criativo na vida real, traz atividades que você pode fazer em casa para se inspirar e ainda pode te ajudar a encontrar seu estilo artístico. 

    Pedro

    Falando sobre sua vida pessoal e criatividade, “http.edro”, como é conhecido por seus seguidores, tem um conteúdo divertido e íntimo. Pedro responde a perguntas sobre homossexualidade, como é morar sozinho e conta como trabalhar sua criatividade e manter-se inspirado, mesmo quando não podemos sair de casa. Tudo com uma estética bem fofa e colorida.

    Mika Serur

    Mikaela Serur também é estudante de Design e, em seu canal, mostra os materiais que usa, faz experimentos e dá ideias para você se jogar na criatividade – seja no seu sketchbook (ou caderno de rascunhos) ou nas paredes do seu quarto. Além de contar sobre seu trabalho e faculdade, Mika também dá dicas para você começar a criar com o que você tem a seu alcance e ganhar dinheiro com seus dons artísticos.

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    Sublinhando

    Patricia Leda é ilustradora e dona do canal Sublinhando, em que conta um pouco sobre sua vida e seus interesses, mas também dá várias dicas de materiais e ferramentas para ilustradores. Mostrando como trabalhar com ilustração digital, Patricia tem vídeos sobre como aprender a fazer lettering (ou a arte de desenhar letras), usar softwares e mesa digitalizadora, além de dar muitas dicas para melhorar a qualidade do seu trabalho.

    Nanaths

    Depois de trabalhar por alguns anos com Marketing Digital, Nath Araújo decidiu seguir o que mais gostava e tornou-se ilustradora. Com vídeos sobre sua rotina e trabalhos para marcas bastante conhecidas, a criadora de conteúdo também tem séries de vídeos com dicas para aprender a desenhar, ensina o que aprendeu sozinha ou em cursos de desenho e pintura e, também, compartilha ideias sobre como criar personagens e histórias e colocar tudo isso no papel de uma forma autêntica.

    Prepare-se para o Enem sem sair de casa. Assine o Curso Enem do GUIA DO ESTUDANTE e tenha acesso a centenas de videoaulas com professores do Poliedro.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/influenciadores-conhecer-design-grafico

  • Unicamp, Unesp e USP devem seguir nova data do Enem e adiar vestibulares | Guia do Estudante

    Unicamp, Unesp e USP devem seguir nova data do Enem e adiar vestibulares | Guia do Estudante

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     (Pixabay/Reprodução)

    O primeiro anúncio oficial de que as universidades estaduais paulistas pretendem, de fato, adiar a próxima edição de seus vestibulares veio em uma nota da Vunesp na noite da última sexta-feira (29). A fundação que organiza o vestibular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) anunciou que, “preocupada com a situação que a pandemia da COVID-19 trouxe para a educação brasileira”, estuda medidas para adequar a realização das provas à nova realidade que estamos vivendo – entre essas medidas estaria um possível adiamento. A mudança, segundo a nota, será feita em acordo com as outras duas grandes universidades paulistas, Unicamp e USP, e que todas elas aguardam, antes disso, a definição da nova data do Enem. 

    Mais tarde, o reitor da Unicamp e membro do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), Marcelo Knobel, confirmou em entrevista ao Estado de S. Paulo que as comissões de vestibular das três universidades estão se reunindo semanalmente para avaliar as possibilidades de adiamento da prova, mas que de fato aguardam a definição do Enem e que vão acompanhar a evolução da epidemia. “Teremos todo o cuidado do mundo para oferecer todas as possibilidades aos vestibulandos”, declarou. 

    Unicamp 2021 – em 2021

    Apesar de não cravar uma data específica e condicioná-la ao Enem, a Unicamp já se prepara para realizar a primeira fase do vestibular somente em 2021. Foi o que afirmou o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, em entrevista ao G1. “Marcaremos nossa prova depois [do Enem]. Todo planejamento diante do novo contexto está sendo feito com as provas no início de 2021″, explicou. 

    Segundo ele, a estimativa é que a primeira fase ocorra em janeiro e a segunda em fevereiro, mas tudo dependerá do acordo com as outras universidades para que não ocorram provas de diferentes vestibulares no mesmo dia. Além disso, Freitas Neto também sinalizou na entrevista possíveis mudanças no calendário da modalidade indígena. 

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    Provas mais fáceis?

    Além de reduzir a lista de obras obrigatórias do Vestibular 2021, a Unicamp já havia anunciado também uma prova com mais foco em “competências e habilidades”, de maneira a reduzir os danos para os candidatos que estão sendo prejudicado pela paralisação das aulas presenciais nas escolas. Agora, a Comvest afirma que estuda até mesmo diminuir a lista de conteúdos fundamentais exigidos na prova. 

    Na mesma nota em que anuncia o possível adiamento, a Unesp também sinaliza mudanças nos conteúdos exigidos no seu vestibular, afirmando que pode dar maior ênfase nos conteúdos de primeiro e segundo ano do Ensino Médio, “de modo a equilibrar as chances dos candidatos que já finalizaram e os que ainda não concluíram o ensino médio”. 

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/universidades/unicamp-unesp-e-usp-devem-seguir-nova-data-do-enem-e-adiar-vestibulares

  • 8 documentários para entender o mundo da Moda | Guia do Estudante

    8 documentários para entender o mundo da Moda | Guia do Estudante

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     (Divulgação/Reprodução)

    Muitas vezes, ao falar sobre o mundo da Moda, pensamos em desfiles, modelos e glamour. Mas, como indústria, esse universo envolve economias, trabalhos e muita criação.  Escolhemos oito documentários que te ajudam a conhecer como funciona o mundo da Moda por dentro e que podem te inspirar a olhar outros pontos de vista desse meio.

    House of Z (2017)

    https://www.youtube.com/watch?v=rHa95m7rtk8

    “A moda tem um lado obscuro”, conta Zac Posen no começo do documentário que conta sua ascensão, aos 21 anos, como um dos nomes mais prestigiados das passarelas e sua queda. Contando a vida e a carreira de Zac, House of Z mostra o que acontece dentro desse universo e como é difícil se manter em um lugar privilegiado nessa indústria que não diz respeito apenas às roupas. O longa continua sendo um olhar importante para a moda, apesar de a House of Z ter fechado as portas em 2019.

    McQueen (2019)

    https://www.youtube.com/watch?v=iyGfXpLIAus&feature=emb_logo

    Apesar de ter demorado um pouco para chegar nos streamings, o documentário sobre um dos mais prestigiados estilistas do mundo, Alexander McQueen, é um olhar de perto nas mais importantes criações do designer. Além de contar sua história, o documentário conta, em cinco capítulos, como McQueen encontrou na moda uma forma de expressar seus sonhos e suas fantasias com uma visão única.

    Iris (2014)

    https://www.youtube.com/watch?v=Fo8jwJ_2l0c

    Com 98 anos de idade, Iris Apfel é um ícone da moda. Fashionista, ousada e criadora de tendências, a designer de interiores tem muito a ensinar sobre moda, estilo e autoaceitação da forma mais irreverente e pessoal possível. O documentário entra na vida do ícone que já assinou trabalhos com MAC, & Other Stories e Kate Spade, e mostra a carreira e a personalidade de Iris.

    The True Cost (2015)

    https://www.youtube.com/watch?v=NDx711ibD1M

    Você já parou para pensar por que sua roupa custa o que custa? Adentrando os bastidores da produção de moda, The True Cost aborda o valor dos produtos e a exploração dos trabalhadores nas fábricas têxteis. Ainda que, atualmente, discuta-se muito o assunto, o documentário nos ajuda a abrir os olhos para esse cenário e repensar o mundo do consumo como (ainda) é estruturado.

    Franca: Chaos and Creation (2016)

    https://www.youtube.com/watch?v=KvD8l12X9pA

    Para quem acha que só de Anna Wintour vive o mundo do jornalismo da moda, a italiana Franca Sozzani, do outro lado do oceano, mostra que não é bem assim. Editora-chefe da Vogue Itália por quase 30 anos, a jornalista fez história ao transformar a edição italiana em uma das grandes referências mundiais ao popularizar trabalhos incríveis estilistas, fotógrafos e stylists e trazendo para dentro das páginas temas polêmicos da vida real das mulheres.

    Jeremy Scott – The People’s Designer (2015)

    https://www.youtube.com/watch?v=_kM-p2aN1cI

    Jeremy Scott é um dos estilistas mais controversos da atualidade. À frente da grife Moschino e de sua marca pessoal, Jeremy traz irreverência, diversão e referências da cultura pop para as passarelas mais renomadas da moda. O documentário mostra a trajetória do estilista desde uma zona rural nos EUA até um dos postos mais cobiçados do mundo da moda respeitando a reputação rebelde do designer.

    Advanced Style (2014)

    https://www.youtube.com/watch?v=ccai-E36BfI

    Advanced Style é um documentário incrível para quem gosta de moda e quer se inspirar. Acompanhando sete nova-iorquinas com mais de 60 anos, o longa mostra que moda é uma ferramenta de expressão e diversão. As personagens tem muita história para contar e mostram que moda é mais que vestir a tendência, é sobre se conhecer e ter ousadia.

    The September Issue (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=5NsAH5xtLt4

    O documentário que estrela Anna Wintour no momento mais badalado da indústria da moda já é um clássico. Acompanhando a editora-chefe da mais renomada revista de moda, a Vogue Americana, no louco processo de criação da edição de setembro, o mês mais importante da moda – com os desfiles, lançamentos e eventos. O documentário é legal para quem quer entender o outro lado da moda, quem populariza e divulga tudo o que é criado na indústria.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/documentarios-entender-mundo-moda

  • Como a arte pode melhorar seu currículo profissional | Guia do Estudante

    Como a arte pode melhorar seu currículo profissional | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    Cada vez mais, quando lemos sobre os profissionais do futuro, vemos empresas exigindo mais do que conhecimento técnico e uma boa graduação. Entre os requisitos de contratação começam a aparecer termos como “habilidades humanas”, “inteligência criativa” e “solucionador de problemas” – habilidades que não costumam ser tratadas dentro das salas de aula da escola ou da universidade. Então, como desenvolvê-las?

    A youtuber Vivian Villanova é dona de um dos canais mais conhecidos sobre arte, o ViviEuVi, e acredita nela como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal muito importante. Depois de fazer grande parte de sua carreira na área de gestão de projetos artísticos, em 2015, ela criou seu canal motivada pela dificuldade em conversar sobre o assunto com as pessoas ao seu redor. Foi na internet que conseguiu construir uma comunidade com quem pode dividir conhecimentos e ideias. Atualmente, em torno de 37% do seu público é formado por pessoas  entre 13 e 24 anos.

    “Esse olhar sensível que a arte nos ajuda a desenvolver sobre o outro nos torna seres humanos mais abertos às diferenças e mais criativos para lidar com a vida”, afirma Vivian. Ao passo que a globalização e a tecnologia modelam novas realidades do trabalho, grandes empresas começam a olhar além das capacidades técnicas e esperam que seus funcionários possam se adaptar rapidamente a esses cenários.

    Segundo Elisa Cavalcante, sócia da consultoria de Recursos Humanos 3D Partners, as empresas começaram a valorizar as soft skills, também conhecidas como habilidades humanas, até mais que as habilidades técnicas. “Qualquer forma de interação com o outro que seja livre e espontânea traz um crescimento e uma maturidade e, obviamente, isso vai refletir no dia a dia no trabalho”, conta.

    Já ouviu falar em arte-educação?

    Ana Mae Barbosa é uma educadora que já vem enfatizando a importância da arte na formação educacional há tempos. Pioneira em arte-educação, Ana Mae é a principal referência brasileira no ensino de Arte nas escolas. A educadora também foi uma das defensoras da mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996), que, em 2016, estabeleceu como obrigatório o ensino de teatro, dança e artes visuais nas escolas. As instituições ainda têm um ano para se adaptar ao novo currículo.

    Em entrevista, a educadora fala que, se pensarmos como Herbert Read, poeta e crítico de arte britânico, que “a arte é o esforço do ser humano para entrar em compasso com os ritmos da vida”, então a arte pode fazer parte de todas as disciplinas que conhecemos, da Biologia até a Física.

    Assim como propõe Ana Mae, Vivian acrescenta que “o pensamento crítico e sensível que só a arte traz é uma ferramenta poderosa de olhar pra si e para o mundo ao nosso redor”. Dessa forma, estudar arte vai além de olhar uma tela dentro do museu. Ela traz maneiras diversas de olhar acontecimentos e sentimentos que gravam a história do mundo, seja exprimindo os valores de uma época ou retratando momentos específicos, como a Guernica (1937) de Pablo Picasso.

    Veja também

    Para a youtuber, ainda, “os artistas criam inspirados pelo contexto em que estão inseridos e muitas vezes antecipam mudanças importantes do mundo. Um médico e um engenheiro serão profissionais melhores se tiverem essa sensibilidade desenvolvida”.

    Por onde começar

    Existem muitas formas de começar a estudar arte. Além de cursos pagos e gratuitos em que você pode se aprofundar nesse universo, a internet também é uma maneira incrível e acessível de exploração e, até mesmo, para desconstruir a ideia de arte atrelada aos museus.

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    Melhor coisa não há! (Após o Baile de Máscaras – Heinrich Lossow) #ArtesDepressão #memes #humor #artegram #painting #art #arts #artist #arte #artoftheday #artgallery #instaquote #instafrases #quoteoftheday #artwork #instaart #visualarts #masterpiece #arthistory #artlovers #dailyart #🎨 #artesdepressao #artistsoninstagram #classicalartmemes

    A post shared by Artes Depressão (@artesdepressao) on May 16, 2020 at 6:19pm PDT

    Alguns perfis no Instagram trazem leituras próprias da internet, como o Arte Depressão, que une arte com o que mais gostamos no mundo virtual, memes, ou o Lowbrow & Popsurrealists, que divulga artistas contemporâneos que usam o estilo surrealista misturado à temática pop. Já perfis de museus também te deixam por dentro de notícias do mundo da arte e trazem conteúdos informativos, como os perfis da Pinacoteca de São Paulo, do Masp, do Museu de Arte Moderna de SP , além de museus estrangeiros, como o MoMA, dos EUA.

    Alguns canais no Youtube também trazem um conteúdo completo e explicam muito do que você precisa saber para entender arte.

    ViviEuVi

    Como já contamos aqui, a Vivian começou o canal para conversar sobre arte com mais pessoas. Ela tem muitos vídeos que te ajudam a entender a História da Arte e, inclusive, alguns dos quais podem te ajudar no Enem! Outra série interessante é o Vivi Arte News, em que ela comenta notícias do mundo da arte a partir de postagens compartilhadas no grupo VIVIEUVI no Facebook.

    Arte de Segunda

    Se você acha que entender arte é muito difícil, o Rodrigo Retka criou esse canal para mostrar que arte pode ter uma abordagem divertida e leve. Ele tem vídeos explicando movimentos importantes da arte, discutindo assuntos considerados tabus e muito conteúdo para falar de arte de um jeito inovador, como essa série de vídeos em que ele usa as divas do pop para explicar a História da Arte.

    Life is a bit

    Do casal Maria Carol e Luca Bastolla, o canal fala sobre arte de rua, apresentando vários artistas e movimentos que tomam o espaço público como tela. No vídeo sobre arte de rua e isolamento social, por exemplo, ele nos faz perceber como a arte está inteiramente ligada com o que nós vivemos. Além disso, o casal dá dicas caso você se interesse por tirar suas ideias do papel e viver a arte na prática.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/arte-pode-melhorar-curriculo-profissional

  • Conheça iniciativas de universidades que estão mapeando a pandemia | Guia do Estudante

    Conheça iniciativas de universidades que estão mapeando a pandemia | Guia do Estudante

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     (Getty Images/Reprodução)

    Você sabe quantas pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus no mundo? Ou quantas já se recuperaram? Se sim, é provável você saiba disso graças a uma universidade. Iniciativas capitaneadas por instituições de ensino superior tem sido essenciais no mapeamento da pandemia de COVID-19, e ajudam a mensurar a disseminação da doença, o que auxilia na adoção de medidas de saúde pública.

    Essas iniciativas são essenciais para entender como a COVID-19 se comporta dentro de cada região. Embora a pandemia afete o mundo todo, ela afeta cada local de maneira diferente, de acordo com as particularidades de cada sociedade. E as universidades podem contribuir para o nosso entendimento dessa interação. Com isso, podem nos ajudar a adotar medidas mais eficazes para combatê-la.

    Além disso, essas iniciativas também ajudam a articular o estudo sobre a doença em escala global. Elas unem um volume imenso de informações de fontes diferentes e, com isso, criam um repositório de dados confiáveis que é muito valioso para pesquisadores. Esses dados podem acabar embasando pesquisas de saúde pública e até medicações pra diminuir o impacto da COVID-19 em nossas vidas.

    Por isso, destacamos abaixo três iniciativas de mapeamento da pandemia que contribuem muito para entender sua escala global. Todas elas tem universidades, instituições de pesquisa e cientistas entre seus principais contribuidores. E mesmo para quem não é pesquisador, elas ajudam a entender a dimensão da pandemia. Confira:

    Universidade Johns Hopkins

    O mapa dinâmico criado pela Universidade Johns Hopkins foi um dos primeiros a agregar dados sobre a COVID-19 em escala mundial. Ele tem um aspecto um pouco assustador, com seu fundo escuro e círculos vermelhos sobre os países para representar o número de casos — mas afinal de contas, dadas as circunstâncias, é uma escolha que faz sentido.

    Ele une informações de inúmeras fontes, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) e dezenas de ministérios e departamentos de saúde de países do mundo. Com isso, consegue exibir os números de casos confirmados, mortes e pacientes recuperados em cada país e região do mundo, atualizado de hora em hora.

    Segundo a Science Maganize, o site recebe mais de um bilhão de acessos por dia e é usado como referência até mesmo pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. O principal nome por trás do site é a co-diretora do Centro de Ciência de Sistemas e Engenharia da universidade, Laura Gardner. Ela contou ao site que iniciou o projeto em janeiro com auxílio de um aluno de pós-graduação chinês, que tinha um interesse pessoal no tema. No dia seguinte, compartilhou o projeto no Twitter e ele rapidamente se espalhou.

    Nas palavras dela, inicialmente o site era gerenciado apenas por seis pessoas, mas ela rapidamente conseguiu apoio interno da universidade. O principal desafio era filtrar dados repetidos, para evitar inflar o número de casos. Hoje, há uma equipe que monitora o funcionamento da página 24 horas por dia, para evitar que ela saia do ar. E boa parte da coleta de dados é automatizada, o que permite que os pesquisadores trabalhem na modelagem matemática da pandemia.

    O mapa é parte de um portal de informações sobre o novo coronavírus montado pela universidade. Por lá, é possível não só acessar os dados globais mas também visualizar tendências importantes, notícias de pesquisa sobre a pandemia e artigos opinativos de especialistas da universidade.

    Iniciativas de mapeamento da pandemia do COVID-19

    Universidade de Washington

    Outro mapa interativo que ajuda a estudar a pandemia é o que está sendo gerenciado pelo Laboratório de Sistemas de Informação Geográficas Humanísticas, da Universidade de Washington. O mapa também agrega dados de diversas organizações diferentes e permite visualizá-las por região, país ou, no caso dos EUA, do Canadá e da China, até por estado.

    Em termos visuais, o principal diferencial dele é a simplicidade. Ele representa a gravidade da pandemia em cada país por um código de cores que facilita a visualização em escala maior. E do lado esquerdo, ele oferece informações mais detalhadas sobre a região selecionada, incluindo as fontes específicas das quais retirou as informações. Por outro lado, ele não permite aplicar filtros mais específicos, como taxa de letalidade por caso ou taxa de testagem da população.

    Segundo a universidade, o site foi lançado em 21 de janeiro e vem sendo atualizado diariamente não só com mais informações como também com novas funcionalidades. No mapa, clicando no ícone de “?” canto superior esquerdo, também é possível ver mais informações sobre o projeto, como as fontes mais usadas para captação de dados. Pessoas com conhecimento de bases de dados também podem baixar as informações em formato CSV ou SQLite para usar como quiserem (criar outras visualizações, por exemplo).

    Nextstrain

    Nextstrain é um mapa diferente dos outros dois listados aqui. Ele não mostra o número de casos em cada país, mas também tem escala global. O que ele mostra é a “história” da pandemia: clicando no botão “play” que aparece no mapa do lado direito, é possível ver como o novo coronavírus se espalhou pelo mundo desde o primeiro caso em Wuhan, na China, no final de 2019.

    Mais do que isso: ele agrega todos os mapeamentos genéticos do novo coronavírus que estão disponíveis — incluindo o que foi feito no Brasil por pesquisadoras brasileiras menos de 48 horas após a confirmação do primeiro caso aqui. Juntando todos esses dados, ele consegue mostrar uma imagem em tempo real de como o vírus está evoluindo ao longo do tempo, e quais são suas principais vias de transmissão entre países.

    E são milhares de mapas genéticos diferentes (a lista completa pode ser vista aqui). Cada um deles amplia o nosso entendimento sobre o vírus. Parte do motivo pelo qual essa base de dados consegue ser tão grande é o fato de que ela funciona em esquema de código aberto, o que significa que qualquer pesquisador consegue contribuir para ela.

    O mapeamento genético em tempo real do vírus por trás do COVID-19 é apenas uma das iniciativas do Nextstrain. O site é, na verdade, uma plataforma de mapeamento genético de diversos vírus que causam doenças em humanos.Ele foi criado por um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos e da Alemanha, de acordo com um artigo publicado em 2018 (quando a plataforma foi divulgada).

    “Acreditamos que sistemas abertos e online que implementam processos robustos de bioinformática para sintetizar dados de diferentes grupos de pesquisa são a melhor maneira de realizar interferências sobre epidemiologias”, afirmam os criadores do repositório na página de introdução da plataforma.

    Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante. 

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/universidades/conheca-iniciativas-de-universidades-que-estao-mapeando-a-pandemia