Em 2020, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai ser aplicado em duas versões diferentes: a digital e a tradicional prova em papel. A aplicação digital do exame tem previsão para outubro e a regular, para novembro. Todas serão realizadas aos domingos, como de praxe.
O Enem digital, novidade do próximo ano, será aplicado em modelo-piloto. Os participantes poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação digital ou pelo exame em papel.
(Pixabay/Lucas Silva/Guia do Estudante/Reprodução)
Desde que dezembro deu as caras, as retrospectivas em referência ao final da década de 2010 começaram a rolar nas redes sociais. Mas, calma aí! Temos uma questão a ser levantada: devemos considerar 2019 como o último ano da década mesmo, ou ela só acaba no final de 2020? Vamos explicar as possíveis respostas.
Se seguirmos a lógica do calendário gregoriano, usado no Brasil e na maior parte do mundo, a contagem dos anos se inicia no ano 1, a primeira década vai até o ano 10, já que ele desconsidera o “ano zero”. Assim, a década atual começou, na verdade, em 2011 e termina no final do ano 2020.
Só que esse não é o único ponto de vista a ser considerado. A resposta “depende” também entra em jogo aqui, como explica Gianpaolo Dorigo, professor de História do Curso Anglo. “Por definição, uma década é um período de dez anos a contar seja lá de qual ponto de partida. Em História, por exemplo, podemos falar normalmente da ‘década que vai de 1985 a 1995’ ou então da ‘década de 50 do século XIX’ ou ainda da ‘segunda década do século 20′”, diz.
Segundo Dorigo, então, podemos considerar o início da década em 2010, considerando-o como o ano 1, e o fim dela em 2019. “Lembre-se que de janeiro de 2010 a dezembro de 2019 transcorrem dez anos”, afirma Dorigo. Da mesma forma que podemos chamar de década de 20 do século 21 o período que começa agora em 2020 e terminará no final de 2029.
Então, não está errado falar que a década está acabando. Mas, se quiser encerrar o assunto, refira-se ao período como os “anos 2010”. Aí não tem dúvida, eles vão de 2010 a 2019.
Como de praxe na Fuvest, as questões da primeira fase envolvendo as obras literárias foram diversas e exploraram aspectos diferentes em cada questão, como o conhecimento do enredo e do contexto histórico de produção do livro. Mas e na segunda fase? Como a literatura obrigatória vai ser cobrada?
Carlos Rogério, professor de Literatura do curso Poliedro e secretário-geral da União Brasileira de Escritores, prepara os candidatos para questões mais complexas do que as da primeira etapa. “Como se trata de uma prova escrita, na segunda etapa as questões são mais abertas. Isso permite que a banca avaliadora faça perguntas mais reflexivas”.
Apesar de questões que abordam o enredo terem histórico na prova, a maior tendência, segundo o professor, são as “questões analítico-interpretativas”. São aquelas que a prova apresenta um trecho curto, que analisado a fundo, funciona para falar da estrutura geral da obra. Ele exemplifica: “O Angústia, do Graciliano Ramos, tem uma estrutura de idas e vindas no passado, distante e no mais próximo. Eles poderiam pegar um pequeno trecho para o candidato identificar essa dinâmica temporal que se apresenta no livro todo”.
É mais do que recomendável que o participante conheça bem todos os livros obrigatórios, já que é possível aparecerem questões de intertextualidade. Além disso, ele não deve se aprofundar apenas no enredo das obras, mas conhecer também o estilo dos autores.
Outra informação importante é como as escolas literárias aparecem na segunda fase. O professor Carlos Rogério explica que as questões sobre escolas literárias são sempre atreladas às obras da lista. “Não vai ter um enunciado como ‘cite as três principais características do Romantismo’. O que eles podem cobrar é como determinada obra apresenta as características do movimento literário”. Um exemplo é uma pergunta para abordar sobre o uso da antítese nos Poemas Escolhidos de Gregório de Matos, aspecto que marca o movimento barroco.
“O conhecimento das características da obra literária só é útil se ele for aplicável à leitura dos fragmentos da obra”, acrescenta.
Com essas tendências e peculiaridades da prova em mente, e com ajuda do professor, separamos boas dicas para os candidatos aderirem antes e durante a prova de literatura da segunda fase da Fuvest:
Saiba como se preparar
O estilo de pergunta não tem grandes mudanças de um ano para o outro. Então, sim, vale estudar as provas anteriores. Mas, para agregar ainda mais, analise as resoluções dessas questões no site de cursinhos de confiança. Nessa reta final, combine a leitura de resumos, com os trechos comentados das obras analisadas (já que a segunda fase apresenta fragmentos dos textos das obras), além de reler as anotações das aulas de literatura.
Em 2019, três livros novos entraram na lista obrigatória: Poemas Escolhidos do Gregório de Matos, Angústia, de Graciliano Ramos, e Quincas Borba, de Machado de Assis. Como eles ainda não foram explorados em uma segunda fase, existem muitos pontos que a banca pode questionar.
Cuidado com a redação da resposta
Além do conteúdo, a redação da resposta tem muita importância para mandar bem na prova. Responda as questões de forma clara, objetiva e organizada. Vá direto ao ponto da pergunta e foque no que foi pedido, você pode enrolar e acabar se perdendo nos argumentos.
Planeje seu tempo de prova
Atenção: a organização do tempo vai fazer toda a diferença para o seu exame. Além das quatro de literatura, são seis questões de Língua Portuguesa para serem redigidas, fora a prova de redação. Então, crie uma estratégia, pensando nos seus pontos fortes e nas maiores dificuldades.
A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) divulgou nesta quinta-feira (19) as notas do exame discursivo do vestibular, aplicado no dia 1º de dezembro. Confira as notas no site da instituição. Porém, a página apresenta instabilidade desde o início da manhã.
Para ingressar na Uerj, o candidato passa por duas fases. Primeiro, a parte objetiva, com questões comuns a todos os estudantes. Já a segunda etapa é discursiva e voltada para matérias específicas das opções de cursos escolhidas pelos participantes. A instituição não participa do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), assim, não usa como base o desempenho no Enem.
Atenção: é possível pedir a revisão da nota da segunda fase a partir desta sexta-feira (20). O prazo termina no dia 27 de dezembro. A lista de aprovados só será divulgada no dia 23 de janeiro.
Na reta final dos vestibulares, a preparação para as questões dissertativas das segundas fases se intensifica e é necessário ter boas estratégias para aproveitar as últimas semanas da melhor maneira possível.
Conversamos com Ana Paula Dibbern, do Cursinho Maximize, de São Paulo (SP), Fernando da Espiritu Santo, gerente de inteligência educacional e avaliações do Poliedro, e Edmilson Motta, coordenador Geral do Grupo Etapa, para te ajudar nessa missão.
Rotina
Nesse momento, o estudante não deve intensificar nem diminuir o ritmo de estudos, segundo Ana Paula, pois dessa forma consegue se preservar física e mentalmente para os desafios que estão por vir. “O ideal é seguir estudando uma quantidade de horas semanais similar ao que estudou ao longo do ano, mas agora focando na revisão dos conteúdos e na resolução de questões dissertativas”, diz.
Os conceitos abordados nessas questões tendem a ser mais profundos, pois nesse momento o examinador quer verificar a capacidade do estudante de explicar os assuntos que estão sendo cobrados. E treinar esse tipo de questão é importante tanto pela complexidade das abordagens quanto pela dinâmica de limitar-se ao espaço reservado.
“Quando se trata de questões dissertativas, às vezes, o estudante tem uma noção do assunto, mas não é o suficiente para a resposta, o que pode levá-lo a ficar ‘enrolando’. É importante ressaltar que os corretores não vão encarar isso de maneira positiva’, explica Edmilson. O candidato deve avaliar se a ideia principal está presente no texto, se foi direto ou prolixo e se escreveu de acordo com o comando dado pela questão.
Além disso, o especialistas recomendam manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas leves para ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse que podem surgir nessa reta final.
“Na preparação para qualquer vestibular, a palavra-chave é organização. O estudante que deseja obter um bom desempenho nas provas de segunda fase não deve estudar sem antes organizar e priorizar os principais assuntos a serem revisados”, explica Fernando. Segundo ele, essa organização irá ajudar o estudante a definir a sua rotina de estudos, levando em consideração suas necessidades e suas prioridades.
Para saber o que priorizar, a dica é consultar as provas anteriores dos vestibulares que o estudante vai participar, para verificar quais conteúdos que costumam aparecer com maior frequência e conhecer o nível de profundidade do exame.
“Temos poucos dias até a prova e é preciso pensar de forma estratégica. Fazer uma boa revisão e resolver questões dos anos anteriores pode ajudar muito mais do que tentar aprender um conteúdo com o qual se tenha muita dificuldade”, diz Ana Paula.
Ao mesmo tempo, nada de entrar na zona de conforto e só revisar os conteúdos com os quais se tem mais afinidade. O estudante deve fazer um balanço entre os que mais aparecem e os que ele menos domina para montar um plano de estudos específico para o seu objetivo.
Também é importante se atentar às disciplinas específicas do curso e do vestibular que ele participará, segundo Fernando, para evitar um gasto desnecessário de energia estudando algo que não fará parte de suas provas. Além disso, muitos exames solicitam uma redação na segunda fase e a dica principal é consultar as provas anteriores, para verificar a estrutura padrão solicitada e o estilo dos temas cobrados.
Faltando uma semana
Nos últimos dias antes da prova, o ideal é focar em finalizar a revisão dos conteúdos estudados ao longo do ano, que possuem maiores chances de ser cobrados, além de retomar fichas e resumos feitos durante a preparação para a primeira fase dos exames. “Já na véspera da prova, é melhor estudar só um pouco ou até mesmo não estudar, pois é importante estar descansado no grande dia”, diz Ana Paula. Também é fundamental confirmar o local de prova e separar os documentos, objetos e lanche para levar.
No último dia, outra recomendação é que os estudantes façam atividades que possam diminuir a ansiedade. “Coisas que eles gostem e estejam acostumados a fazer, como exercícios leves, um passeio no parque ou cinema, por exemplo”, explica.
Dicas finais
Organizar o tempo disponível para não deixar de curtir as festas e não perder o foco no vestibular
Consultar as provas anteriores e priorizar os seus estudos a partir dos principais assuntos cobrados
Treinar respostas para questões dissertativas, tanto pela estruturação nos espaços reservados como pelo treino de uma letra legível
Revisitar temas e atualidades que podem ser cobrados nas redações
Alimentar-se bem e praticar atividades físicas leves para ajudar a controlar a ansiedade e o estresse típico de vésperas de vestibulares
Chegou o fim do ano e se o início de um novo ciclo traz alguma coisa em comum à maioria das pessoas, é a vontade de mudar. Isso, com frequência, se traduz em uma lista de resoluções de ano novo. Objetivos que podem melhorar as condições atuais e até levar quem os alcançar para mais perto de suas metas.
Já que essa premissa pode ser aplicada a qualquer âmbito da vida, inclusive o profissional, vale a pena pensar em uma resolução que seja ligada à sua carreira. Mesmo que esteja tudo bem – sempre dá para melhorar (ou se melhorar).
O ideal é que esses objetivos sejam amplos (não tão amplos quanto sua meta de vida) e que dele se desdobrem outros, menores e acionáveis, a serem completos durante o ano.
Abaixo, o Na Prática destaca nove resoluções de ano novo com foco na vida profissional. Escolha as que mais têm a ver com seu contexto ou se inspire nos exemplos para criar a sua própria meta.
Para quem quer decidir a carreira:
Definir cinco áreas ou profissões de interesse
Aqui, quanto mais específico, melhor. Liste áreas que te chamam a atenção e, se puder, as profissões que se imagina exercendo. É uma reflexão simples na teoria, porém muitas vezes nada óbvia para quem está na fase de decisão. Tire um tempo, diariamente se necessário, para pensar sobre o assunto e o reserve na agenda até ter uma relação de umas cinco áreas ou profissões.
Detalhar tudo que pensa e sente sobre cada uma das áreas
Quase como uma lista de prós e contras. Escreva ou grave seu relato sobre tudo que sabe sobre as áreas ou profissões, o que parece ser positivo e negativo e principais dúvidas. Isso ajuda não só a ter mais clareza sobre quais são suas preferências, como sobre o que é preciso pesquisar.
Conhecer o dia a dia das profissões que mais lhe interessam
A terceira das resoluções de ano novo para quem está decidindo a carreira é bem importante para uma escolha mais acertada. Procurar informações na internet é muito útil, mas nada se compara ao conhecimento que vem de quem vivencia tal realidade. Encontre e contate profissionais das suas áreas de interesse e pergunte sobre sua rotina. Mais ainda: se possível e adequado, peça para acompanhá-los em um dia de trabalho.
Para quem quer crescer na carreira em que está:
Criar um plano de carreira
O Na Prática tem matérias dedicadas a te ajudar nessa empreitada (como esta e esta). Se você está satisfeito com o caminho que segue, mas quer ter mais controle sobre ele, criar um plano é uma boa. Mesmo que você não saiba, de fato, aonde quer chegar, a atividade de planejar incentiva reflexão (e, consequentemente, clareza) sobre diversos pontos. A partir disso, pode focar esforços nos gaps a desenvolver para chegar à sua meta final.
Desenvolver habilidades relevantes – técnicas ou não
Algum tipo de conhecimento ajudaria nas suas tarefas diárias? Ou alavancaria sua carreira? Procure entender que habilidade ofereceria maiores vantagens e desenvolva-a com cursos, leituras, formações, grupos de estudo, etc.
Entender sobre liderança e treinar a sua capacidade
Não importa seu objetivo de carreira, há grandes chances que tenha de exercer liderança em algumas etapas, por isso essa é a última das resoluções para quem quer crescer profissional. Já ter essa capacidade pelo menos um pouco desenvolvida ajuda a garantir melhor desempenho. Para isso, procure cursos, como o de Facilitação da Fundação Estudar, e aproveite as oportunidades de trabalhar com os outros.
Para quem quer mudar de carreira:
Definir seus focos de interesse
Seja específico, mas sem pretensões de ser. Você provavelmente terá uma ideia clara de áreas em que gostaria de trabalhar, mas definir uma função – e só perseguir ela – pode engessar a sua transição.
Começar a se preparar
O aprendizado é atualmente requerimento para toda a carreira, por isso uma de suas resoluções de ano novo se você quer mudar de profissão pode ser desenvolver capacidades básicas do próximo objetivo. Algum conhecimento técnico que ainda não tem ou habilidades muito procuradas nos profissionais, pesquise e vá atrás de aprendê-las.
Trabalhar em uma nova rede de contatos
Na hora de transição, os contatos profissionais podem ser fortes aliados. Crie e nutra uma rede de pessoas que já atuam na área em que você quer trabalhar, ou próximos dela para saber sobre oportunidades e tendências. Principalmente com o LinkedIn, isso pode ser feito online, só não esqueça de explicar seu objetivo ao fazer o primeiro contato.
Este texto foi originalmente publicado no portal Na Prática, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante.
A prova de redação é, para muitos, a parte mais temida do vestibular. O tema é descoberto na hora e, por mais que o candidato domine o assunto, o recorte dado pela banca faz toda a diferença no direcionamento do texto.
A coletânea dá o tom da discussão que será apresentada e, junto com o repertório do candidato, forma o texto que será entregue.
Nesse contexto, você já parou para analisar quais os temas deram mais dor de cabeça aos candidatos que prestaram Fuvest ao longo dos últimos anos?
Conversamos com o professor e autor do Sistema de Ensino pH, Thiago Braga, para levantarmos quais os temas mais complexos propostos pela Fuvest nos últimos anos e explicarmos no que consiste a maior dificuldade de cada um. Confira:
2019: “De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?”
O tema do ano passado trata da relação entre a valorização do passado e o entendimento do presente. Segundo Braga, ele pode ser considerado complexo por ser extremamente amplo.
“O estudante poderia decorrer sobre memória, fatos do passado e muitas outras coisas relacionadas ao tema. Por mais que os textos da coletânea possibilitassem um direcionamento, a abrangência poderia efetivamente prejudicar a tangência do tema”, explica.
Diversos raciocínios que o estudante construísse para desenvolver o texto poderiam gerar a fuga do que foi proposto, e a banca é bastante criteriosa a respeito disso. Outra dificuldade era fazer a própria conexão entre o passado e o presente.
2016: “As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?”
“O tema de 2016 também entra na lista porque fala de utopia, o inalcançável, o não-lugar. A complexidade do próprio conceito já torna difícil seu desenvolvimento”, diz Braga.
Poderia ser complicado para o candidato entender a relação filosófica da utopia com a realidade. “O estudante pode ter dificuldade de chegar na ideia de que o ser humano pode mirar no impossível para alcançar, dentro do possível, o máximo de possibilidades”, explica.
Por ser algo filosófico e genérico, a proposta também fazia o estudante correr o risco de não escrever sobre o que a banca propôs.
2015: “‘Camarotização’ da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia”
“O tema de 2015 tem uma complexidade ligada a uma não definição do próprio tema sobre qual parte da sociedade é ou está sendo ‘camarotizada’, dando, novamente, um caráter muito genérico à proposta”, diz Braga.
Por ser um tema que dá muitas possibilidades, quando o candidato se vê diante disso há uma tendência de ele não conseguir desenvolver uma linha de raciocínio coesa no texto.
2011: “O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo?”
O tema de 2011, “O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo?”, carrega uma dificuldade natural que é o conceito de pensamento a longo prazo. Para Braga, o estudante precisaria determinar o que seria esse tempo.
Ele precisava se desprender de um pensamento comum para delinear uma linha de trabalho que possibilitasse a construção da dissertação.
2010: “Imagem e Realidade”
De todos esses temas elencados até agora, o de 2010 (“Imagem e Realidade”), segundo o professor, foi certamente o mais difícil.
O estudante deveria escolher imagens que são construídas sobre pessoas, fatos, livros, instituições ou situações, tendo como base a afirmação de que é comum substituir o real e o imediato por essas imagens. Em resumo, a banca pedia a construção de uma relação entre essas imagens e a realidade de fato.
“A complexidade do tema proposto fala por si. Os textos da coletânea falam sobre imaginação simbólica e como nós não nos relacionamos diretamente com a realidade.”
Braga explica que, primeiro, o candidato deveria ter uma capacidade de abstração e de análise muito alta. Depois, pragmatismo para transformar suas ideias em uma abordagem prática no desenvolvimento do texto. E tudo isso com argumentações fundamentadas na linha de raciocínio construída.
Com a aproximação da segunda fase dos principais vestibulares do país, é preciso se organizar para a maratona de provas, principalmente se você irá prestar mais de um exame. Além de datas, horário de fechamento dos portões, materiais e documentos necessários, não se esqueça de conferir o local de prova e a estrutura das questões.
E para te ajudar nessa reta final, separamos as principais informações sobre a Unicamp 2020. Confira:
A prova
A segunda fase será realizada nos dias 12 e 13 de janeiro de 2020. Ela é constituída de provas com questões dissertativas e uma redação.
No primeiro dia serão oito questões de Português, duas de Inglês e uma redação. Já no segundo, os candidatos farão seis questões de Matemática, duas de Ciências da Natureza e duas de Ciências Humanas (interdisciplinares), além de 12 questões específicas da área escolhida.
O acesso aos locais será permitido a partir das 12h (horário de Brasília).
A aplicação das provas terá início às 13h, com o fechamento dos portões. Depois desse horário, não será admitido o ingresso de candidatos atrasados.
O tempo máximo de prova em cada um dos dois dias da 2ª fase é de cinco horas; os estudantes só poderão deixar o local de exame após as 16h.
O que levar
O candidato deverá comparecer aos locais de provas, no horário determinado, com o documento de identidade original indicado na inscrição e caneta de cor preta em material transparente.
E não se esqueça: não é mais necessário levar a foto 3×4 na 2ª fase.
Materiais permitidos
lápis preto
borracha
régua transparente
compasso
água
refrigerante
suco
doces
balasObs.: os candidatos podem usar relógio para controlar o tempo, desde que esses objetos permaneçam no chão, ao lado da carteira
Materiais proibidos
aparelhos celulares ou quaisquer outros equipamentos eletrônicos
Já falamos por aqui sobre uma questão frequente nessa época: como conciliar os estudos com as festas de fim de ano? Afinal, é normal o estudante ficar dividido entre ficar em cima dos livros o tempo todo ou cair na festança mesmo. Resumindo, a resposta é “nem 8 ou 80”. O melhor é buscar um equilíbrio, combinado?
Então, aqui vai mais uma boa dica de como adquirir conhecimento durante esse período e, ao mesmo tempo, relaxar um pouco, assistindo a um filme com pipoca. “Feliz Natal”, lançado em 20706, com direção de Christian Carion, é inspirado em uma história verídica que aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial, em vários locais da frente de batalha. Na noite de Natal de 1914, soldados inimigos se uniram para celebrar, trocando até comida. O episódio retratado no longa é conhecido na História como “Trégua de Natal”.
Confira o trailer legendado:
Trégua de Natal
Ao longo de todo o front ocidental, que se estendia do mar do Norte aos Alpes suíços, cruzando a França, soldados começaram a observar, de uma trincheira para outra, um clima festivo. De forma espontânea, sem um acordo oficial, cessaram fogo e deixaram as diferenças para trás, pelo menos, por alguns dias.
Assim, atravessaram a zona de fogo, conhecida como “terra de ninguém”, para desejar “feliz Natal” aos rivais e, eventualmente, trocar comida e charutos. Há registros de um funeral coletivo, no qual corpos foram divididos por nacionalidade, e todos se ajudaram na hora de cavar. Além das partidas de futebol, um dos pontos mais comentados acerca do episódio.
Apesar do conhecimento sobre a trégua de 1914 ser limitado, há vários relatos, como o do capitão C. I. Stockwell, do Royal Welsh Fusiliers, do exército britânico: “Às 8h30 do dia 26, eu disparei três tiros para o ar, ergui uma bandeira com os dizeres ‘Merry Christmas’ e subi da trincheira. Os alemães levantaram uma placa com os dizeres ‘Thank you’ e o capitão deles apareceu no alto da trincheira. Nós nos saudamos e retornamos às nossas trincheiras. Em seguida, ele fez dois disparos para o ar. A guerra havia começado novamente” [1].
Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
O século 19 foi marcado por inúmeras rivalidades entre potências europeias. Durante o processo de industrialização, países como a França, o Reino Unido e a Bélgica necessitavam de regiões onde pudessem investir seus capitais excedentes. Por isso, disputavam pela posse de colônias em territórios africanos e asiáticos (era o período conhecido como neoimperialismo).
A Confederação Germânica e os Estados Italianos, depois de uma série de conflitos (principalmente contra a França), conseguiram alcançar a unificação, e logo esses novos países, Alemanha e Itália, partiram para a conquista imperialista, ameaçando o domínio inglês e francês. Ao mesmo tempo, o Império Russo buscava expansão territorial e comercial, entrando em disputa com dois grandes impérios da época, ambos aliados dos alemães: o Império Turco e o Austro-Húngaro.
Essa situação acirrou as disputas nacionalistas, o que levou a uma corrida armamentista, também conhecida como “Paz Armada”. Assim, formaram-se dois blocos de países inimigos, que prometiam se ajudar em caso de uma guerra (Política de Alianças). A Tríplice Entente, composta pela França, Reino Unido e Império Russo, e a Tríplice Aliança: Império Alemão, Império Turco e Império Austro-Húngaro
O estopim da guerra foi a questão balcânica. No inicio do século 20, a Península Balcânica estava dividida entre o Império Turco e o Império Austro-Húngaro. Porém com a decadência do Império Turco, surgiram países independentes. O Império Russo logo se aliou a esses novos países e, dentre eles, estava a Sérvia, que tinha seus próprios projetos expansionistas. Em nome do nacionalismo eslavo, os sérvios pretendiam anexar a Bósnia-Herzegovina, então uma região que pertencia ao Império Austro-Húngaro.
Em junho de 1914, num cenário de agitações políticas, o arquiduque austríaco, Francisco Ferdinando, foi assassinado em Sarajevo (capital da Bósnia), por um grupo terrorista nacionalista pró-Sérvia.
Por esse episódio, a Áustria declarou guerra à Sérvia. Os russos declararam seu apoio aos sérvios e começaram a deslocar suas tropas. O Império Alemão, que desejava uma grande guerra a fim enfraquecer as potências industriais aliadas dos russos, declarou seu apoio à Áustria. A partir desse episódio, a Política de Alianças foi posta em ação e se iniciou a Primeira Guerra.
Confira mais conteúdos do GE para ficar por dentro de tudo sobre a Primeira Guerra Mundial:
Além de estudar os conteúdos que serão cobrados em uma prova, é fundamental conhecer sua estrutura, o que você poderá levar e quanto tempo terá para a resolução. Por isso, separamos as principais informações sobre a Fuvest 2020 para que você se organize e se sinta ainda mais preparado para a segunda fase. Confira:
A prova
A segunda fase será realizada nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020.
O primeiro dia terá 10 questões de Português, envolvendo compreensão e interpretação de textos, gramática e literatura, e uma redação. Já o segundo terá 12 questões de igual valor, sobre duas a quatro disciplinas, dependendo da carreira escolhida pelo candidato.
Se forem duas disciplinas, haverá seis questões para cada uma delas. Se forem três disciplinas, haverá quatro questões para cada uma. Se forem quatro disciplinas, haverá três questões para cada uma. Lembrando que todas as questões, nos dois dias, serão dissertativas.
Horários
A duração de cada uma dessas provas será de 4 horas. Não haverá tempo adicional para transcrição das respostas.
Os portões serão abertos às 12h30 e fechados às 13h, quando terá início a prova.
O que levar
Documento de identidade original
Caneta esferográfica azul ou preta
Materiais permitidos
Lápis
Borracha
Régua
Compasso
Apontador
Água
Alimentos leves
Materiais proibidos
Relógio de qualquer tipo
Equipamentos eletrônicos como calculadora, celular, computador, tablet, reprodutor de áudio, máquina fotográfica, filmadora, equipamento eletrônico do tipo vestível (como smartwatch, óculos eletrônicos, ponto eletrônico) etc.
A primeira prova terá duas partes, valendo 50 pontos cada uma. A primeira parte será formada por 10 questões de Português, de igual valor, e a segunda será a redação. A segunda prova também vale 100 pontos, sendo formada por 12 questões com o mesmo valor.
Nota final
A nota final do candidato será a média aritmética simples das três provas (primeira fase + as duas provas da segunda fase).
Resultado
O resultado dos aprovados na Fuvest 2020 será divulgado no dia 24 de janeiro.