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  • Estrutura da redação do Enem: saiba como desenvolver cada parte | Guia do Estudante

    Estrutura da redação do Enem: saiba como desenvolver cada parte | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    Por Yasmine Diniz

    A redação do Enem é uma das partes mais importante do Exame Nacional do Ensino Médio, isso porque, sozinha ela vale 1000 pontos e pode subir toda a sua média da prova. Porém, nem sempre os estudantes sabem como iniciar uma redação, como desenvolvê-la defendendo seu ponto de vista ou mesmo como concluí-la apresentando uma proposta de intervenção detalhada. 

    A estrutura da redação do Enem, às vezes, pode ser um verdadeiro desafio para aqueles que querem fazer um bom texto e mandar bem no exame de maneira geral. E é por isso que neste post supercompleto a gente vai te contar como desenvolver cada parte da redação do Enem. Então, esteja preparado para anotar tudinho, viu? Vamos lá?

    Qual o gênero textual da redação do Enem?

    O primeiro ponto que você deve ter em mente para dominar a estrutura da redação do Enem é conhecer o gênero textual que rege a redação e quais as suas características. 

    Pois bem, a redação do Enem deve ser um texto dissertativo-argumentativo

    Mas afinal, quais as características deste gênero textual? 

    O texto dissertativo-argumentativo vai exigir que você disserte argumentativamente, ou seja, que você escreva, com suas próprias palavras, sobre um tema de maneira crítica, apresentando o seu ponto de vista. Além disso, você deverá apresentar argumentos de autoridade que corroborem o seu ponto de vista. 

    Para fazer um texto completo de gênero dissertativo-argumentativo você precisa também concluí-lo retomando o seu ponto de vista. Porém, a redação do Enem exige que na conclusão de seu texto você ainda apresente uma proposta de intervenção detalhada que minimize os desafios citados por você durante o desenvolvimento.

    É válido mencionar que, na grande maioria das vezes, a temática desse texto vai envolver questões sociais e políticas atuais.

    E por que este texto é escolhido para compor a estrutura da redação do Enem?

    O texto dissertativo-argumentativo foi escolhido para compor a estrutura da redação do Enem por ser um gênero muito completo e permitir aos corretores avaliar muitos aspectos, como o uso da linguagem e norma culta do português, a habilidade de argumentação e convencimento e ainda o senso crítico em relação ao tema que deve ser trabalhado.

    Muito bem, agora que você já conhece as principais características do gênero dissertativo-argumentativo e ainda por que o Enem resolveu escolhê-lo, vamos te mostrar como desenvolver cada parte da redação. Acompanhe!

    Qual a estrutura da redação do Enem? 

    Neste tópico, vamos te mostrar como é de fato a estrutura da redação do Enem.

    A redação do Enem trará para você um tema sobre o qual o você deverá escrever, se posicionando claramente. 

    Para ajudá-lo a se guiar, o Exame também traz alguns textos motivadores, para que você entenda como deve abordar o tema, sabe? Indicando um caminho a ser seguido.

    Porém, os textos motivacionais não podem ser copiados, o que você pode fazer é lê-los com atenção e a partir do que achou conveniente, se apropriar das ideias, interpretá-las e passar à sua redação com suas próprias palavras. É muito importante que isso fique bem claro para você, já que caso você copie integralmente o texto sua redação pode ser zerada

    Bom, os textos de apoio também trarão dados estatísticos e estes sim poderão ser usados por você. Mas lembre-se que você deve usá-los para defender o seu ponto de vista e sempre citar a sua fonte, certo? 

    Muito bem, a redação que você vai escrever em seu Exame, com base em seus conhecimentos e na interpretação das informações dos textos de apoio deverá possuir uma introdução, o desenvolvimento e uma conclusão. 

    A seguir vamos te contar como desenvolver cada uma dessas partes de maneira bem detalhadadinha. Confira!

    Como fazer uma introdução que apresente bem o tema?

    A estrutura da redação do Enem conta com uma introdução que deverá ser feita no primeiro parágrafo. 

    O primeiro parágrafo de seu texto então, deve ser destinado à apresentação do tema que será abordado e de sua tese

    A tese nada mais é que o seu ponto de vista em relação à temática proposta. No primeiro parágrafo, você irá apenas mostrar qual o seu ponto de ponto de vista, pois é durante o desenvolvimento que você apresentará argumentos válidos que darão embasamento à tese.

    Este primeiro parágrafo é fundamental para toda a estrutura da redação do Enem, pois é a partir dele que você vai prender a atenção do leitor. Então, procure focar bem em apresentar o tema de maneira clara e que faça sentido, para isso você pode usar citações, contextualizações históricas ou outros modelos de introdução. O importante é passar de forma clara ao leitor qual será a temática e também a sua tese, certo?

    Como fazer um bom desenvolvimento e defender minhas ideias?

    A segunda parte da estrutura da redação do Enem é o desenvolvimento. Indica-se separar, pelo menos, dois parágrafos para se desenvolver o tema e a tese.

    É aqui que você deverá mostrar ao leitor que o seu ponto de vista a respeito do tema é coerente e talvez quem sabe convencê-lo de que é o certo. E para isso você deverá lançar mão de diferentes tipos de argumentos, como exemplos, causas e efeitos, comparações do tema entre países e mesmo épocas diferentes, dados estatísticos etc.

    Porém, o mais importante talvez não seja apenas inserir os argumentos, mas saber selecioná-los e desenvolvê-los adequadamente para que tragam autoridade ao que você está expondo. Uma dica legal é desenvolver bem apenas um argumento por parágrafo, assim, você consegue trabalhá-lo melhor.

    O seu repertório sociocultural, ou seja, citações de músicas, filmes, séries e pensadores famosos também pode ser usado para enriquecer a defesa de sua tese. 

    Outro ponto que exige a sua atenção é a coerência e coesão. Durante, não só o desenvolvimento, como o desenrolar de toda a sua redação, você deverá apresentar conectivos para ligar as partes do texto de maneira coesa. 

    É legal que você escolha argumentos que domine bem. Isso é interessante porque vai possibilitar com que você disserte bem sobre eles, mostrando aos corretores de sua redação seu domínio sobre o tema. 

    Como fazer uma conclusão que tenha proposta de intervenção detalhada?

    O último ponto da estrutura da redação do Enem que merece e muito a sua atenção é a conclusão. 

    Na redação do Enem, como mencionamos anteriormente, você deverá, além de concluir, apresentar uma proposta de intervenção. 

    É importante destacar alguns pontos: você deverá apresentar quantas propostas de intervenção forem necessárias para resolver todos os desafios apresentados por você durante o desenvolvimento. 

    Ficou confuso? Vou explicar melhor:

    Suponhamos que você escreveu uma redação sobre os desafios da Educação a Distância, por exemplo, e citou, durante o desenvolvimento, 2 problemas: o preconceito quanto a este tipo de ensino e o fato de uma parte da população não ter acesso à internet em casa. Portanto, quando estiver elaborando sua conclusão, você deverá formular 2 propostas ou uma proposta de intervenção que minimize os dois problemas de maneira detalhada.

    Quando mencionamos a palavra detalhada, temos que nos ater a um outro ponto de destaque. O detalhamento quer dizer que você deve apresentar uma ação, que possua um agente, um meio e um efeito e explique como de fato será a sua atuação frente àquele problema. 

    Explicando em outras palavras, a sua proposta de intervenção deverá responder às seguintes questões:

    • o que é, ou seja, qual a ação;
    • quem será o responsável por colocar esta ação em prática, 
    • como ela entrará em vigor;
    • quais são os seus propósitos.

    Dentro da conclusão, um ponto que causa muitas dúvidas ao estudantes diz respeito a quais serão os responsáveis pelas ações em sua proposta de intervenção. Bom, você pode eleger como responsáveis:

    • Governo;
    • Organizações Não Governamentais (ONGs);
    • mídia;
    • indivíduo ou iniciativa privada;
    • família;
    • escola;
    • sociedade.

    Estas instituições são representadas pela sigla GOMIFES (a inicial de cada um dos agentes). E para usá-las bem é necessário que, além de conhecê-las, você saiba como relacioná-las à sua proposta de intervenção, tudo bem?

    Esperamos que você tenha tomado nota de tudo o que te contamos sobre a estrutura da redação do Enem e possa mandar bem na hora da Exame oficial. Aproveite e dê uma lida em nosso post sobre os assuntos que mais caem no Enem. Afinal, além de se preparar bem para a redação, você também deve se preparar para as áreas de conhecimento!

    Yasmine Diniz, redatora do Blog da Imaginie. A Imaginie é parceira do Guia do Estudante e a maior plataforma de correção e ensino de redação do Brasil.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/enem/estrutura-da-redacao-do-enem-saiba-como-desenvolver-cada-parte

  • Pandemia: 20 países já cancelaram o equivalente ao Enem devido à pandemia | Guia do Estudante

    Pandemia: 20 países já cancelaram o equivalente ao Enem devido à pandemia | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    Apesar de estudantes e organizações estudantis defenderem o adiamento do Enem 2020, já que a pandemia vai prejudicar o estudo de muitos de jovens sem acesso à internet, o Ministério da Educação já anunciou que a data do exame não sofrerá alterações. O que mostra que, segundo um levantamento do Instituto Unibanco, com esse posicionamento, o Brasil está na contramão das medidas adotadas no mundo. 

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    Dos 27 países analisados, em todos os continentes, e todos eles muito afetados pela pandemia, apenas cinco mantiveram as avaliações de acesso à universidade na data prevista. Em 20 países, os exames que equivalem ao Enem ou foram cancelados ou foram substituídos por outra forma de avaliação. Na Itália e na Finlândia, a situação ainda é indefinida. 

    A pesquisa aponta que a Alemanha e Japão mantiveram a data, sem alterações no conteúdo ou no formato da prova. Já o Chile e Egito optaram por manter a data, mas com alterações no conteúdo ou no formato da prova. No caso dos Estados Unidos e Espanha eles adiaram a data e ainda fizeram alterações.

    Confira o levantamento sobre a realização de exames educacionais

    Em Gana, a prova que avalia se os estudantes podem entrar no ensino superior foi suspensa, sem nova data marcada, por enquanto. Na França e Reino Unido, os exames foram substituídos por outra forma de avaliação. Em países como China, Rússia e Irlanda, as provas foram adiadas.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/enem/20-paises-ja-cancelaram-o-equivalente-ao-enem-devido-a-pandemia

  • “Residência Médica”: conheça a série feita por e para médicos | Guia do Estudante

    “Residência Médica”: conheça a série feita por e para médicos | Guia do Estudante

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     (Divulgação/Reprodução)

    Depois de uma longa caminhada, que começa na preparação pesada para um vestibular muito concorrido, passando por mais seis anos intensos na universidade, a maioria dos estudantes de Medicina, ao finalizarem o curso, enfrentam mais um grande desafio: a residência médica.

    É por meio dessa modalidade de ensino que o médico consegue o título de especialista na área em que deseja atuar. Mas, assim como o vestibular, as provas de residência médica também são muito concorridas e exigem bastante dos candidatos.

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    Diante desse cenário, buscando deixar o estudo mais agradável, em 2017, a Medcel, do Grupo Afya Educacional, plataforma online focada na preparação para as provas dos principais concursos de Medicina do país, apostou no projeto de uma websérie médica feita em um hospital real com casos de doenças verdadeiras, que serve como material de estudo para os alunos.

    “Nossa iniciativa foi criada como uma contribuição para ajudar a sensibilizar a mudança da educação médica. Ela tem que ser sólida, profunda e responsável, mas pode ser ressignificada e ficar mais leve”, afirma Rodrigo Paiva, VP de Aprendizagem e Conteúdo da Afya e idealizador da websérie.

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    Batizada como Residência Médica, a série nasceu com o objetivo de apontar caminhos para os estudantes de Medicina identificarem diferentes sintomas, mostrando as diversas possibilidades para um diagnóstico final. Para isso, foram criados os personagens Rúbia, Felipe, Mariana e Carlos, clínicos-gerais recém-formados. Além de morarem na mesma república, eles têm em comum o sonho de passar na prova de residência. Mas com histórias de vida e realidades diferentes, os jovens profissionais enfrentam problemas pessoais distintos.

    A produção foi construída com base em dados e análises da plataforma. Para definir quais seriam as doenças abordadas, por exemplo, foram selecionadas as 150 patologias cobradas em 85% das 200 provas de residência dos últimos cinco anos. O número foi dividido em três temporadas (50 doenças por temporada). O perfil dos personagens escolhidos também seguiu dados tirados da plataforma.

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    A ideia de combinar esse conteúdo da prova com os recursos audiovisuais deu certo. A primeira temporada, lançada em 2018, alcançou seus objetivos, com mais de 50 mil acessos contabilizados. Com uma ótima expectativa, a segunda temporada (spoiler: nós fomos conferir os bastidores das gravações) estreou na última terça-feira (5). A trama dos personagens da primeira parte terá sequência, novos conflitos e resoluções, mas a preocupação é a mesma: fazer uma websérie para, de fato, ensinar.

    O caráter educacional

    Rodrigo Paiva ressalta a diferença do projeto de séries de sucesso que retratam o mundo médico, como Grey’s Anatomy ou House. “O centro das decisões nunca foi somente a qualidade da narrativa. Nós não temos licença poética. Mostramos o processo médico como ele é feito de verdade. Claro que temos o desafio gigante de ser também um produto de entretenimento”, afirma.

    Para isso, o elenco é composto por 50 atores, sendo 17 deles professores médicos que participam de todo o processo de desenvolvimento da websérie. Eles escolhem as doenças abordadas, constroem microssinopses de como elas devem ser tratadas nos episódios e passam para os roteiristas, que adaptam os casos médicos para a linguagem narrativa, passando por revisão e ajuste dos professores. Todo esforço é concentrado em garantir que os procedimentos apresentados sejam reais e que os protocolos médicos corretos sejam seguidos.

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    Além de criarem e revisarem o conteúdo didático do roteiro, alguns dos professores participantes também trabalham como atores. Eles interpretam eles mesmos, para justamente mostrar com realismo a conduta comportamental de um médico. O infectogista Durval Alex Gomes e Costa, coordenador da preceptoria de Infectologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, aceitou o desafio e é um dos profissionais presentes na segunda temporada.

    No seu primeiro dia de gravação, não escondeu a insegurança de novato na atuação, mas garantiu com sua experiência que o projeto é uma ótima ferramenta de estudo. “Eu dou aulas há muitos anos e percebo que o formato tradicional de aula sozinho não é mais suficiente para conseguir prender a atenção o tempo inteiro dessa geração de estudantes. A série é um formato dinâmico e surpreendente”, conta o médico.

    Para complementar o conteúdo de prova que está dentro do roteiro dos episódios, a plataforma criou também conteúdos pílulas, vídeos curtos, que trazem os professores especialistas fazendo mais uma explicação sobre o assunto ali abordado. O aluno pode usar esse recurso durante a exibição do episódio para entender melhor.

    Segunda temporada

    As gravações da segunda temporada aconteceram durante os meses de novembro de 2019 e fevereiro deste ano, no Hospital Vera Cruz, em Campinas (SP). A parceria para as cenas serem gravadas em um hospital de verdade foi uma ferramenta muito importante para trazer o realismo que os idealizadores queriam para chamar a atenção de seu público.

    O GUIA acompanhou um dia de gravação e conheceu os bastidores da websérie. Depois de passar por alguns corredores e escadas, ali estava uma sala de hospital tomada por equipamentos de filmagem, luz e câmeras. Atores, médicos e cinegrafistas trocando experiências. Andrea Klaczo, gerente de conteúdo e processos editoriais, estava lá desde cedo. Ela faz a ponte entre os professores e a equipe de audiovisual e trabalha para a harmonia entre o conteúdo e entretenimento.

    Cabe a ela observar os detalhes para trazer a maior dose de realismo possível para a série. Uma das cenas do dia acontecia em uma sala de reunião do hospital que os estudantes “invadem” para estudar. Andrea se atentou para que os livros de estudos não ficassem todos organizadinhos na mesa, mas que houvesse um movimento que mostrasse que os estudantes tinham mexido para ler e pesquisar. 

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    – (Juliana Morales/Guia do Estudante)

    Em cena, apareceu a personagem Rúbia, uma estudante do quinto ano de medicina que está se preparando para a prova de residência. Sempre estudou em escola particular e fez dois anos de Jornalismo antes de decidir ser médica. Naquele episódio, ela estudava com Mariana, que já se formou e trabalha como clínico geral para juntar dinheiro antes de fazer a residência. Diferentemente da amiga, sempre estudou em escola pública e precisou de bolsa para conseguir fazer cursinho preparatório.

    As duas analisavam um erro médico, pensando nos protocolos e como agir em determinada situação. Além do conteúdo que era abordado, durante a cena as amigas falaram de suas inseguranças sobre o curso, como se sentiam e compararam suas realidades tão diferentes. E, assim, a série ganha outro papel, o de abordar também a questão comportamental. “O aluno sente, guarda, lembra do arco dramático e do problema falado e consegue fazer relações”, acredita a gerente de conteúdo, Andrea Klaczo.

    O fio condutor de todos os episódios da segunda temporada, inclusive, é a saúde mental do aluno, que, por sofrer muita pressão, se vê muitas vezes em processos depressivos ou com Síndrome de Burnout, por exemplo. 

    A série está aberta gratuitamente para estudantes de Medicina, médicos e profissionais da saúde. Para isso, basta fazer um cadastro no site da Medcel para ter acesso completo à primeira e segunda temporadas.

    Como funciona a prova de residência médica

    Os processos seletivos para residência médica são concursos que testam conhecimentos gerais dos interessados em ingressar nas diferentes especialidades. Cada instituição tem o seu processo seletivo, alguns têm duas fases (prova teórica e entrevista), e outros, três (prova teórica, prática e entrevista). “Os hospitais que não possuem um processo próprio utilizam um concurso unificado, geralmente elaborado por uma organização médica, para ingresso dos candidatos”, explica Jader Burtet, professor de ginecologia e obstetrícia da Afya.

    O conteúdo da prova compreende conhecimentos gerais das cinco grandes áreas da Medicina: clínica médica, cirurgia geral, ginecologia/obstetrícia, pediatria e saúde coletiva/epidemiologia. “A maioria das instituições brasileiras elabora provas com 100 questões, divididas em 20 questões para cada uma dessas cinco áreas”, conta Burtet.

    Após a aprovação, o residente passa a aprender as habilidades relativas à especialidade médica escolhida. Cada especialidade tem um tempo de formação regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A ginecologia e obstetrícia, por exemplo, têm três anos de formação.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/residencia-medica-conheca-a-serie-feita-por-e-para-medicos

  • Qual a diferença entre distanciamento, isolamento, quarentena e lockdown | Guia do Estudante

    Qual a diferença entre distanciamento, isolamento, quarentena e lockdown | Guia do Estudante

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     (Pixabay/Reprodução)

    Quarentena, isolamento, distanciamento social e lockdown. Em meio à pandemia de covid-19, esses quatro termos tornaram-se frequentes no nosso vocabulário e na nossa realidade atual. Apesar de todos serem regimes que nos mantêm em casa para combater a doença, eles não são sinônimos. 

    Entender a diferença entre eles é importante, já que cada termo possui um nível de alerta sanitário e de liberdade da mobilidade da população, podendo variar entre voluntário ou obrigatório, de acordo com cada situação.

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    Distanciamento social

    O distanciamento social busca, de forma voluntária, restringir a aproximação entre as pessoas como forma de controlar a disseminação da doença. No caso da covid-19, por exemplo, as autoridades de saúde recomendam manter uma distância de 2 metros de outras pessoas.

    Nessa fase, comércios e as escolas podem fechar e eventos serem cancelados, mas não há aplicação de multa ou detenções para quem furar o distanciamento social.

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    Isolamento

    O isolamento também é uma medida não obrigatória para evitar a propagação do vírus. Ele serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, que foram contaminadas ou estão com suspeita. Dependendo da situação, os pacientes podem ficar isolados em ambiente domiciliar ou em hospitais.

    O Ministério da Saúde indica que prazo de isolamento é 14 dias (tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo). O prazo pode ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

    Existem dois tipos de isolamento: o vertical, que é destinado somente a grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades (diabéticos, hipertensos, pessoas com algum comprometimento pulmonar) e o horizontal, que atinge toda a população. No segundo, todos que não trabalham com atividades essenciais devem ficar em casa.

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    Quarentena

    A quarentena restringe o acesso ou circulação de pessoas que foram ou podem ter sido expostas ao vírus. Pode ser um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde, por exemplo.

    A palavra foi criada em meados do século 14, em Veneza, na Itália, durante o período da peste bubônica. Para evitar que marinheiros trouxessem a doença para a cidade, autoridades fizeram com que toda a tripulação dos navios ficasse confinada por 40 dias antes de desembarcar. Atualmente, o termo não mudou, mas é possível que o período seja maior ou menor.

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    Lockdown

    O lockdown é uma paralisação total dos fluxos e deslocamentos. A circulação de carros e pessoas também é reduzida, sendo autorizada apenas a saída de casa para a compra de alimentos, medicamentos e transporte de indivíduos para hospitais. Nesta etapa, o governo pode usar as forças armadas e aplicar multas e detenções para quem desrespeitar a medida.

    A medida foi adotada, por exemplo, em Wuhan, na China, primeiro epicentro do novo coronavírus. No Brasil, a primeira região a anunciar o regime mais fechado de quarentena  foi o entorno da Grande São Luís, no Maranhão, onde houve bloqueio de fronteiras na última terça-feira (5).

    Em resumo, pensando na escala de risco para serem adotados, do menor para o maior, os regimes são classificados nesta ordem: distanciamento social, isolamento, quarentena e lockdown.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/qual-a-diferenca-entre-distanciamento-isolamento-quarentena-e-lockdown

  • Ansiedade na hora da redação: saiba como evitar | Guia do Estudante

    Ansiedade na hora da redação: saiba como evitar | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    A redação é uma parte do vestibular que é encarada por muitos estudantes como a etapa mais tensa da prova. Ela exige um tempo de dedicação razoável, concentração e repertório, sem contar outros critérios que também estão sendo avaliados, como gramática, coesão e coerência. Com isso, é normal ficar mais preocupado com ela, mas é importante não deixar a ansiedade te atrapalhar.

    Conversamos com Alexandre Takata, coordenador do Maximize, e Thiago Braga, professor e autor do Sistema de Ensino pH, para que você conheça algumas estratégias que podem te ajudar na hora da prova, dando mais confiança e calma nesse momento.

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    “Em primeiro lugar, é necessário que o candidato se prepare para o formato de prova que encontrará, assim como os critérios que o avaliador utilizará na correção”, diz Alexandre. Além disso, treine com antecedência e atente-se para os possíveis temas que podem ser abordados, lendo, estudando, discutindo e cruzando conteúdos de diferentes áreas de conhecimento e também de atualidades.

    Pensando nessa estratégia a longo prazo, Thiago ressalta a importância de fazer de duas a três redações por semana. “Isso aumenta a confiança do candidato e diminui as chances do nervosismo tomar espaço”, diz. Além disso, ele orienta a procurar tutoriais no YouTube com técnicas de meditação e de respiração para usar se a ansiedade bater.

    Já na hora da prova, a recomendação é ler com muita atenção cada texto, verbal e visual, oferecido na proposta e fazer um projeto de redação. Nessa etapa, é fundamental seguir alguns passos:

    • identificar o tema que une os textos de apoio; compreender o problema a ser solucionado, suas causas, consequências e quem ele atinge direta e indiretamente;
    • anotar sucintamente os exemplos de que se lembra do seu repertório de estudos (dados, obras, autores, notícias, leis…);
    • elaborar uma crítica, hipótese ou tese sobre o problema;
    • antecipar exemplos de ações já existentes e que podem ser ampliadas, órgãos oficiais, grupos e coletivos que possam ser acionados, informações e mensagens em grande escala que possam orientar, motivar e mobilizar na resolução do problema.

    Com o projeto ou esboço já trabalhado, faça um rascunho ou uma primeira versão do texto a ser entregue, já respeitando os critérios de estrutura do texto (introdução, desenvolvimento e conclusão) e escrita formal da Língua Portuguesa.

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    Outra sugestão é não fazer a prova de redação primeiro, para não ser prejudicado pela ansiedade; mas também nada de deixá-la por último, para não se correr o risco de falta de tempo. “Manter o equilíbrio emocional na hora da prova é muito importante, por isso, tente ler o tema da redação, resolver parte da prova, não só para acalmar-se como também recordar e inspirar-se nos diversos textos e diferentes áreas”, orienta Alexandre. 

    Após escrever o rascunho, espere mais um tempo até corrigi-lo e só então passar o texto definitivo para a folha de redação. Seguindo tais passos, você se sentirá mais no controle da situação e terá a confiança necessária para deixar o nervosismo de lado e melhorar o seu desempenho.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/ansiedade-na-hora-da-redacao-saiba-como-evitar

  • É possível estudar com seus amigos? | Guia do Estudante

    É possível estudar com seus amigos? | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    Os amigos podem ajudar muito durante a preparação para o vestibular, incentivando, dando dicas, oferecendo apoio nos momentos mais difíceis e compreendendo a fase que você está enfrentando. Mas será que estudar com eles é a melhor opção? Conversamos com João Pitoscio Filho, coordenador Pedagógico do Grupo Etapa, e Alexandre Takata, coordenador do Maximize, para você avaliar se essa estratégia vale a pena para o seu grupo de amigos.

    Para João, antes de o estudante optar por estudar sozinho ou com um grupo de amigos, é necessário conhecer e entender o perfil comportamental de cada um. “Uma pessoa mais inibida ou tímida se sentirá mais à vontade estudando sozinha, já um estudante mais extrovertido e comunicador irá preferir o contato com outras pessoas nessa hora. No entanto, desafiar-se e sair de sua zona de conforto é sempre uma oportunidade de crescimento”, diz.

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    É fundamental que as atividades estejam claras e preestabelecidas, para que cada integrante possa se preparar para elas. O ideal é montar um cronograma dos encontros e dos assuntos que serão trabalhados, segundo Alexandre. 

    Vantagens

    O convívio com outras pessoas e a troca de experiências é sempre um diferencial quando se estuda em grupo, pois é possível compartilhar conhecimento e até mesmo hábitos e costumes, que criem novas táticas de estudo. Essa estratégia também é uma grande aliada na apreensão de conteúdos. Sabe-se que uma das melhores formas de se aprender é ensinando, pois transmitir e ensinar um assunto exige a ampla compreensão de um determinado tema, por meio da lógica, do trabalho de pesquisa, do uso de exemplos e exercícios, além da escolha de uma melhor didática, dependendo do perfil do interlocutor. “Desenvolver tal prática é essencial na vida de um estudante. A compreensão e consolidação do conteúdo ocorre inclusive durante a explicação”, explica Alexandre. 

    Um estudante com maior facilidade na área de Humanas ou nas Ciências Exatas, por exemplo, pode contribuir esclarecendo possíveis dúvidas dos colegas. “Some-se a isso o fato que estudar em grupo estimula a empatia, uma vez que é necessário respeitar o ritmo, a velocidade e o conhecimento das outras pessoas”, diz João. 

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    Além disso, em um grupo de estudos há o estímulo ao debate, um fator muito importante para a fixação de conteúdos. A exposição de ideias e conceitos é sempre construtiva, pois o estudante passa a entender que existem outras visões de mundo e outras realidades. Sem contar que, por meio da leitura de um texto ou da interpretação de uma figura ou de uma imagem, cada um criará sua própria versão daquilo que está sendo mostrado e a soma dessas versões torna-se um momento de aprendizado intenso.

    Desvantagens

    O principal problema de estudar em grupo, segundo João, é a perda do foco. Muitos estudantes têm dificuldade de se concentrar quando estão rodeados de outras pessoas. Assim, se o grupo não estipular regras claras de como será feita aquela reunião de estudos, poderá haver a dispersão e o desperdício de horas preciosas. 

    Se o grupo também não tiver um interesse em comum e cada um focar um assunto diferente durante os estudos, de nada adiantará eles estarem juntos. Por isso, é fundamental combinar previamente quais assuntos serão estudados.

    Por fim, organização e disciplina são muito importantes para que o objetivo maior da atividade não se disperse em outros assuntos, gere discussões e debates caóticos ou ainda desmotive os envolvidos.

    Dicas durante a quarentena

    Segundo João, o grupo de estudos presencial é sempre mais proveitoso. Mas devido à quarentena, criar um grupo de WhatsApp para esclarecer dúvidas pode ser uma solução. O cuidado que se deve tomar é que isso obriga o estudante a estar com o celular ligado o tempo todo, assim, não terá como impedir que outras mensagens, que não se relacionam com o grupo, cheguem. 

    “Isso tirará seu foco, podendo tornar improdutivo o período de estudos. Uma alternativa é montar uma sala de reunião usando aplicativos específicos para essa finalidade. Com isso, o foco será mantido nos tópicos combinados previamente com os outros participantes do grupo”, sugere o coordenador.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/e-possivel-estudar-com-seus-amigos

  • Engenharia Elétrica: conheça o curso e as oportunidades de trabalho | Guia do Estudante

    Engenharia Elétrica: conheça o curso e as oportunidades de trabalho | Guia do Estudante

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     (Reprodução/Reprodução)

    Não é estranho que em um universo tão vasto das engenharias você fique em dúvida sobre qual delas cursar. Afinal, entre Engenharia Acústica, Aeronáutica, de Software, de Petróleo e tantas outras o número não para de crescer: em 2010, eram 34 modalidades e hoje já chega a 39, segundo o Instituto de Engenharia. Os novos cursos, como, por exemplo, a Engenharia de Inovação, surgem especialmente em resposta ao avanço de tecnologias e modernização de processos. 

    Mas isso não quer dizer, é claro, que as velhas e boas engenharias Mecânica, Civil e outras mais tradicionais perdem seu espaço. Prova disso é a atuação de alguns engenheiros mecânicos e eletricistas na criação de um respirador que pode salvar muitas vidas durante a pandemia do coronavírus. Neste texto, te convidamos a se inspirar nesses profissionais e conhecer um pouco mais sobre a Engenharia Elétrica. Como é o curso? É a mesma coisa que Engenharia Eletrônica? Preciso gostar de Matemática para atuar na área? Onde posso trabalhar depois? Descubra tudo isso!

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    Ênfase em quê? Conheça o curso de Engenharia Elétrica!

    Assim como nos outros cursos de Engenharia, o estudante que optar por estudar a Elétrica vai se deparar com uma grade bastante genérica e teórica nos dois primeiros anos de curso, chamado de “ciclo básico”. Nesse período, prepare-se para muitas disciplinas de cálculo: é o teste pelo qual você precisará passar antes de começar a estudar as disciplinas mais específicas do seu curso nos três anos seguintes.

    Na maioria das universidades, o ciclo básico é bem parecido, por isso você deve dar atenção especial à grade curricular da segunda parte do curso, nas chamadas disciplinas específicas. Basta imaginarmos em quantas atividades a energia elétrica está envolvida para termos uma noção dos muitos setores possíveis de atuação e, portanto, enfoques possíveis. Na projeção de linhas telefônicas, na construção civil ou mesmo na indústria automotiva é possível encontrar alguns desses profissionais, e por isso muitos cursos de Engenharia Elétrica possuem ênfases específicas que preparam melhor o estudante para atuar em determinada área. 

    Então, embora muitas universidades ofereçam simplesmente o curso de Engenharia Elétrica, mais generalista, se você já sabe em qual setor pretende trabalhar vale buscar uma universidade que ofereça essa ênfase, com disciplinas especificamente voltadas a isso. Na Escola Politécnica da USP, onde o ventilador pulmonar foi desenvolvido, é possível encontrar as ênfases em Telecomunicações, Eletrônica e Processos, Energia e Automação Elétrica, Computação ou Automação e Controle. 

    Uma dica final: se a universidade onde você pretende estudar não indica nenhuma ênfase, vale a pena consultar a grade do curso para verificar se, ainda assim, ela dedica mais disciplinas a um assunto específico. É o caso da Universidade Federal de Itajubá (MG), que embora não tenha oficialmente uma ênfase específica, oferece mais disciplinas do que o convencional sobre sistemas de potência. 

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    Mercado de trabalho

    O grande número de especialidades nas graduações oferecidas dão um panorama de como é o mercado de trabalho para esse profissional. Se quase tudo ao nosso redor demanda energia elétrica, todas as indústrias por trás disso também demandam um engenheiro eletricista. 

    A indústria, por exemplo, contrata esses profissionais para trabalhar desde a projeção de equipamentos eletrônicos como maquinário industrial até para a concepção de sistemas eletrônicos empregados na computação. Já um profissional com ênfase em Engenharia Biomédica será contratado para conceber e fabricar equipamentos médicos. 

    E as oportunidades, é claro, não se restringem ao setor privado: um engenheiro eletricista especialista em sistemas de potência pode ser contratado pelo governo para projetar e participar da construção de usinas hidrelétricas, por exemplo.

    Por fim, a perspectiva salarial. O último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), lançado em 2018 pelo extinto Ministério do Trabalho, colocou essa engenharia como a quarta mais bem paga, com um salário médio de admissão de R$ 6.633,80.

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    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/engenharia-eletrica-conheca-o-curso-e-as-oportunidades-de-trabalho

  • Os engenheiros que criaram o respirador que pode salvar vidas na pandemia | Guia do Estudante

    Os engenheiros que criaram o respirador que pode salvar vidas na pandemia | Guia do Estudante

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     (Guia do Estudante/Reprodução)

    Exatamente um mês depois do início de seu projeto, uma equipe de engenheiros da Escola Politécnica da USP deu mais uma prova do valor da ciência em tempos de combate ao coronavírus. Os coordenadores que estiveram à frente da criação de um ventilador pulmonar emergencial para pacientes diagnosticados com covid-19 divulgaram, no último dia 20, que os testes em humanos foram finalmente feitos e aprovados. Agora, só falta o aval da Anvisa para que o respirador produzido em até duas horas e que custa 15 vezes menos que o mais barato do mercado possa ser fabricado em grande escala. 

    O Inspire, como foi batizado, é fruto da mente e do trabalho de engenheiros elétricos e de outros engenheiros e também de profissionais de outras áreas (mais sobre isso abaixo).

    O projeto apresenta ainda uma outra grande vantagem em relação aos respiradores já utilizados nos hospitais: ele é produzido totalmente com matéria-prima brasileira e, por isso, não depende de importação. Em um cenário em que a curva de contaminados pelo coronavírus cresce rapidamente e o sistema de saúde ameaça o colapso, é preciso agir rápido: “Os componentes [importados] podem não chegar a tempo para fazer essa produção”, alertou em entrevista à Escola Politécnica o professor Raul González Lima, especialista em Engenharia Biomédica e um dos coordenadores do projeto. 

    Além de Raúl González, também esteve à frente do desenvolvimento do Inspire o professor Marcelo Zuffo, formado em Engenharia Elétrica. Entenda como o respirador foi criado e a contribuição dos mais de 30 engenheiros envolvidos na tarefa!

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    Inspire 

    O Inspire é, sem dúvidas, mais simples do que os outros ventiladores disponíveis no mercado. Afinal de contas, trata-se de um modelo mecânico, que não necessita de linhas de ar comprimido como os outros amplamente utilizados na maior parte dos hospitais. No entanto, em situações de grande emergência, em que não há aparelhos e sequer linhas de ar disponíveis para novos, ele pode salvar vidas. 

    Foi justamente observando casos como esse no cenário internacional que os engenheiros da USP se mobilizaram para tentar evitar que o mesmo acontecesse por aqui. “Temos relatos de que em Nova York não há ventiladores e, então, voluntários ficam apertando a bombinha para o paciente não morrer durante a noite”, explica Marcelo Zuffo em entrevista à revista Época Negócios. Se esses hospitais em Nova York contassem com um respirador como o Inspire, ele faria as vezes dos voluntários ao bombear ar, mecanicamente, para os pacientes. 

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    – (Escola Politécnica da USP/Reprodução)

    Pois é, explicando assim parece que o processo de criação do ventilador foi simples, mas quem assiste aos vídeos de Diário de Bordo no site do projeto provavelmente se surpreende com a quantidade de pesquisadores mobilizando os mais diversos conhecimentos para chegar ao produto final. Em um dos vídeos, Raúl Gonzales relata, por exemplo, como um dos engenheiros desenvolveu uma estratégia mais eficaz de estimativa para medir a complacência (grau de extensão para cada aumento da pressão) e a resistência dos pulmões durante o uso do respiradores. 

    Essa e outras etapas exigiram dedicação integral da equipe, que diante da urgência da situação queria finalizar o projeto o quanto antes. Zuffo disse que os pesquisadores passavam até 18 horas do dia dedicados à tarefa!

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    – (Escola Politécnica da USP/Reprodução)

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    Engenheiros, médicos, veterinários, estudantes

    Nem só de engenheiros se fez essa equipe inspiradora. Eles foram, sem dúvida, maioria nas fases iniciais de desenvolvimento: entre especialistas em Engenharia Mecânica, Biomédica, Mecatrônica, Elétrica e de Produção, ao menos oito fizeram parte da equipe técnica e muitos outros participaram por meio dos quatro grupos de pesquisa envolvidos. 

    Mas a contribuição dos estudantes (como o graduando em Química Otto Heringer) e de profissionais de outras áreas, como médicos e até veterinários, também foi determinante. Não, você não leu errado: até mesmo veterinários ajudaram à sua maneira. As professoras da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP Denise Tabacchi Fantoni e Aline Ambrósio coordenaram os testes do respirador em animais, realizados nos dias 13 e 14 de abril. No final do mês, foi a vez de médicos, anestesiologistas e até fisioterapeutas da Faculdade de Medicina da USP conduzirem os testes em humanos. 

    Por fim, embora a equipe da Poli tenha trabalhado para desenvolver o projeto, a partir da aprovação da Anvisa fica a cargo de empresas a produção, comercialização e distribuição dos ventiladores mecânicos para a rede de saúde. Como o projeto tem licença aberta, qualquer empresa pode acessar o passo a passo da produção e fabricá-lo.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/os-engenheiros-que-criaram-o-respirador-que-pode-salvar-vidas-na-pandemia

  • Viaje sem sair de casa: canais do YouTube para conhecer o mundo todo | Guia do Estudante

    Viaje sem sair de casa: canais do YouTube para conhecer o mundo todo | Guia do Estudante

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     (Unsplash/Reprodução)

    Por causa da pandemia do COVID-19, sair de casa já se tornou uma aventura. Planejar uma viagem, então, parece um sonho impossível. Mas não apenas agora é um ótimo momento para você se preparar para estudar fora, como também há alguns canais do YouTube que você pode usar para “viajar” enquanto a pandemia não passa.

    Essa ideia de “viajar pelo YouTube” já era bem popular antes mesmo do COVID-19. E teoricamente, basta assistir qualquer canal do YouTube de determinado país para conhecer um pouco mais dele. No entanto, há uma série de cinegrafistas que se dedicam a passear por diversas cidades com um olhar que simula o de um estrangeiro, de maneira a matar tanto quanto possível a curiosidade de quem só consegue ver aqueles lugares pelo computador.

    A seguir, destacamos alguns dos nossos canais favoritos dessa categoria. Buscamos trazer vídeos com estilos e durações diferentes, e que contemplem tanto os destinos mais populares quanto locais menos comuns. Esperamos que eles ajudem a passar o tempo da quarentena e até que eles inspirem muitas viagens no futuro! Confira:

    7 canais do YouTube para viajar sem sair de casa

    Around the World 4K

    Este canal com mais de 370 mil inscritos traz vídeos relativamente curtos (normalmente menos de quatro minutos) com montagens de diferentes cidades do mundo. Essa curta duração, aliás, talvez seja o mais notável: a maior parte de canais desse tipo tem vídeos bem longos e com poucos cortes.

    As principais são as capitais dos países do norte, como Estocolmo, Helsinque, Bruxelas e Budapeste. E os vídeos mais recentes estão até mesmo em resolução 8K (embora você provavelmente não tenha uma televisão ou monitor com essa resolução).

    Há também alguns vídeos de cidades mais ao sul (como Quito, no Equador, e Cancún, no México). E para os amantes da natureza, o canal também traz alguns vídeos de parques e belezas naturais, todos em resolução 4K. Os vídeos costumam ter uma música instrumental junto, mas você pode silenciá-los se preferir.

    4K Urban Life

    Há um número surpreendente de canais no YouTube dedicados a postar vídeos relaxantes de diversas cidades do mundo, e o 4K Urban Life é um dos mais tradicionais. Ele tem 116 mil inscritos e posta vídeos semanais que trazem montagens em 4K tanto de cidades mais turísticas quanto de destinos menos comuns, como Vladivostok, Riga, Calcutá e Kiev.

    É interessante que os vídeos misturam diversas perspectivas: há desde imagens feitas por drones até cenas de dentro do transporte público. São vídeos compridos, às vezes com várias horas de duração, e em geral com uma música sutil por trás. E há também vídeos temáticos, que não focam numa só cidade, como cenas de aquário ou cenas noturnas de diversos locais.

    Expedia

    Para quem prefere vídeos com narração, o canal da Expedia é um bom destino. Com 835 mil inscritos, ele traz uma série de guias de viagem para diversos destinos. São vídeos com duração entre 6 e 10 minutos e locuções em inglês (mas na maioria das vezes com legendas em português).

    Essas locuções são, talvez, o principal destaque do canal. Isso porque além de mostrar imagem dos destinos, os vídeos também trazem informações históricas e demográficas sobre os locais, além de oferecer sugestões de atrações para visitar numa eventual viagem, mostrando imagens delas, incluindo de dentro de edifícios.

    Por ser um canal com fins comerciais, os destinos dos vídeos em geral são locais para onde a Expedia tem pacotes de viagem. Independentemente disso, porém, os vídeos contém imagens e informações úteis para quem quiser conhecer lugares diferentes sem precisar sair de casa.

    One Man Wolf Pack

    O foco deste canal com cerca de 12 mil inscritos são imagens de grandes monumentos e capitais do mundo todo. Muitas vezes, os vídeos (cujas durações variam de cinco minutos a mais de uma hora) são compostos majoritariamente por imagens de drones, mas há também cenas de perspectivas de pedestres.

    Um ponto interessante do canal é que ele inclui várias cidades e paisagens brasileiras entre os seus vídeos. Cidades como Recife, Natal, Maragogi e Porto de Galinhas têm montagens dedicadas a si, além de vídeos focados nas paisagens naturais de estados como Paraíba e Pernambuco. O vídeo mais recente do canal, aliás, é uma montagem de cenas da cidade do Rio de Janeiro vazia durante a quarentena.

    Além disso, o canal também inclui vídeos de eventos, como jogos de futebol e o carnaval de Olinda, bem como destinos menos comuns, como países da África ocidental (incluindo Libéria, Costa do Marfim, Mali e Guiné-Bissau), Mongólia, Macau e Moldova.

    ETTV

    Viajar não é ver paisagens. Também envolve ouvir a língua, sentir os aromas e provar os sabores dos lugares. E embora ainda não seja possível transmitir cheiros ou gostos pela internet, o canal ETTV chega perto de conseguir essa façanha. Ele faz isso por meio de vídeos em alta resolução de comidas de rua de cidades do leste asiático.

    Com quase 750 mil inscritos, ele posta vídeos quase diariamente de comidas salgadas e doces da região. Muitas vezes, são refeições preparadas rapidamente na rua ou em lojas pequenas. E com frequência, são quitutes que usam ingredientes e técnicas que não costumamos ver por aqui.

    Em geral, os vídeos começam com imagens da fachada do estabelecimento, mostram o preparo dos alimentos e terminam com o cinegrafista provando a comida. É comum que a habilidade e rapidez dos cozinheiros seja tão impressionante quanto os alimentos que eles preparam.

    Mundo Sem Fim

    Para quem prefere ver vídeos desse tipo com a mediação de pessoas com uma visão de mundo semelhante, o canal Mundo Sem Fim pode ser uma boa aposta. O canal é mantido por um casal de brasileiros (e seu macaquinho de pelúcia) que estão há mais de quatro anos viajando por diversos países — e registrando suas viagens.

    Eles já passaram por países como Turquia, Geórgia, Rússia, Azerbaijão, China, Mongólia, Coreia do Norte, Hong Kong, Vietnã, Camboja, Tailândia, Taiwan, Indonésia, México e Bolívia. Em todos eles, eles fazem vídeos mostrando os locais, os eventos e a vida das pessoas. E a postura deles, em geral, é bem humilde e respeitosa com relação às diferenças.

    A vantagem desse estilo mais “vlog” do canal é que ele permite que os dois expliquem algumas cenas mais estranhas que aparecem em uma linguagem mais próxima para quem é do Brasil. Então é uma maneira bem interessante de conhecer culturas e lugares muito diferentes.

    THE TABLE

    Esse canal um pouco menor (com pouco mais de 4 mil inscritos) é dedicado apenas a vídeos turísticos dos Estados Unidos. No entanto, são muitos vídeos, e de vários locais diferentes, todos em resolução até 4K.

    Além dos tradicionais vídeos da perspectiva de pedestre, este canal também traz algumas gravações feitas de dentro de carros. Por isso, ele consegue mostrar estradas e cenas de dentro de parques que precisam de um veículo motorizado para serem percorridas. Mesmo assim, também há vídeos de dentro de museus e praias.

    Alguns dos principais locais mostrados são paisagens do estado da Califórnia (incluindo um passeio pelo campus da University of Southern California), a costa pacífica dos EUA e a cidade de Chicago.

    Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante. 

     

     

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/viaje-sem-sair-de-casa-canais-do-youtube-para-conhecer-o-mundo-todo

  • O que fazer em casa para relaxar na quarentena? | Guia do Estudante

    O que fazer em casa para relaxar na quarentena? | Guia do Estudante

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     (Aaron Thomas/Unsplash/Reprodução)

    No início da quarentena era tudo muito novo e as pessoas foram se adaptando aos poucos à nova rotina. Com o passar das semanas, algumas encontraram um ritmo enquanto outras sentiram o tédio bater e não sabem o que fazer estando o tempo todo em casa. E isso é normal. 

    O importante é ter em mente que isso vai passar e que cada um terá seu jeito de lidar. Está tudo bem em se tornar ainda mais produtivo e está tudo bem em não saber encarar esse momento e sentir que não está rendendo tanto. De qualquer forma, que tal encontrar coisas que te façam relaxar um pouco, mesmo nesse cenário?

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    Lembrando que da mesma forma que sair com os amigos, ter um hobby e praticar um esporte eram atividades importantes quando você tinha aulas presenciais, agora que você passa o dia em casa é importante também descobrir e realizar algo que faça você desligar um pouco dos estudos para manter a cabeça no lugar.

    Por isso, separamos algumas dicas do que fazer nesse período para você relaxar e se divertir. Confira:

    Arrumar, organizar, repensar

    Uma coisa muita indicada quando o tédio bate é colocar sua casa em ordem. Arrumar os armários, organizar o que vai em cada gaveta, jogar fora o que você não usa mais e separar roupas para doar. Mas que tal ir um pouco além e reestruturar certos cômodos?

    Mude a disposição dos móveis, arraste a escrivaninha, altere a posição da cama, troque os objetos que estão na sua estante e repense os quadros que estão na sua parede. Além de ocupar o seu tempo, você irá se sentir mais motivado em um ambiente diferente e criado do jeito que você desejou.

    “Não tenho tempo para isso”

    Aqui cabe uma série de atividades que você afirma nunca ter tempo para fazer e sua criatividade deve ser o seu guia. Sabe aqueles livros que estão na estante há anos que você comprou por impulso, mas nunca passou da quinta página? Que tal tentar retomar essas leituras?

    Organizar suas fotos no computador, jogar palavras cruzadas, quebra-cabeças e jogos em família, baixar jogos divertidos no celular etc. A ideia é fazer alguma coisa que não seria seu foco se você estivesse na sua rotina anterior.

    Cozinhando

    Aventurar-se na cozinha também é uma ótima opção para quem quer relaxar um pouco. Se essa é uma habilidade que você já domina tente se arriscar mais com pratos diferentes ou aqueles que você sempre deixa passar do ponto.

    Mas se cozinhar não é o seu forte, pesquise, procure receitas na internet e peça ajuda de familiares, se possível. Essa pode se tornar uma atividade agradável para todo mundo que mora com você, tanto durante quanto depois na hora de experimentar o resultado.

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    Filmes e séries

    Seja para conhecer filmes novos ou para deixar as suas séries favoritas em dia, ligar um pouco a televisão e se envolver com uma história diferente pode se tornar uma atividade extremamente relaxante.

    Experimente coisas novas

    Aprender francês, a tocar violão, dominar novas técnicas de maquiagem, aprender a costurar ou criar um novo objeto de decoração para o seu quarto com artesanato. A internet está repleta de tutoriais, canais e lives que te ajudarão a fazer coisas diferentes que farão você relaxar e se sentir mais motivado por ter aprendido algo novo. Explore e divirta-se.

    Estude algo que te atraia

    Seja na escola, no cursinho ou na faculdade, sempre existem disciplinas que não te atraem tanto ou algo que você considera chato de estudar. Mesmo assim elas são importantes para sua formação e você precisa se dedicar a elas.

    Mas, nesse momento, enquanto você relaxa, por que não procurar algo diferente que você sempre teve vontade de estudar? Mesmo que não seja algo relacionado à área na qual pensa em atuar, faça algum curso que você considere sua cara. Vale lembrar que devido à pandemia, diversas universidades e institutos no Brasil e no mundo estão oferecendo cursos gratuitos em seus sites.

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    Exercícios

    Mesmo nessa nova rotina é possível manter as atividades físicas em dia. Tente usar as coisas que estão disponíveis na sua casa, como cadeiras e escadas. Se não tiver um colchonete específico para exercícios pegue uma toalha mesmo. Além disso, garrafas de água e diversos objetos podem servir como peso. Caminhe entre os cômodos e assista a vídeos com treinos prontos. O importante aqui é não ficar parado.

    Atividades relaxantes, como meditação e ioga, também são válidas e existem várias lives e tutoriais sobre como começar.

    Prepare-se para o Enem sem sair de casa. Assine o Curso Enem do GUIA DO ESTUDANTE e tenha acesso a centenas de videoaulas com professores do Poliedro.

    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br/estudo/o-que-fazer-em-casa-para-relaxar-na-quarentena