Em 2015 o Fies passou por reformulações, ficando mais restrito. Com a limitação de vagas e prazo para solicitação de novos contratos, os estudantes têm encontrado dificuldades para fechar o financiamento. Somente no primeiro semestre do ano, 178 mil pessoas tentaram e não conseguiram aderir ao programa.
Esse foi o caso da estudante de enfermagem Isadora Rocha, 19. Ela ingressou em uma faculdade particular em 2015 e recorreu ao Fies, mas não conseguiu aderir ao programa. “Eu e meus pais tentamos muito. Mas não deu certo. Continuamos pagando porque eu tinha esperança de conseguir no meio do ano”, conta a jovem.
A família de Isadora pensou em tentar o Pra Valer, programa de crédito estudantil privado, porém a estudante conseguiu a bolsa do Prouni no segundo semestre. “Não pensei em desistir, apesar de saber que as coisas iriam apertar se eu não conseguisse”, ressalta Isadora.
Orçamento do Fies para 2016
Segundo o Ministério da Educação, ainda não há data preestabelecida para que a seleção do Fies aconteça em 2016. Nem mesmo a verba para o período foi determinada, uma vez que o projeto do orçamento federal ainda está em discussão no Congresso. Pela proposta, serão destinados R$ 18,8 bilhões para cobrir os gastos do Fies no próximo ano, o que segundo o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Particular, cobre todos os pagamentos de quem já possui o financiamento (quase 2 milhões de contratos) e uma parcela do programa de 2015 que o governo remanejou para 2016.
Há previsão de que o Fies tenha 330 mil vagas no próximo ano, o que representaria um pequeno crescimento em relação a 2015, quando foram criadas 311 mil vagas. No entanto, o número ainda é bem menor que os 731 mil contratos fechados em 2014.
Caminhos alternativos
Em Juiz de Fora, a reitora da Estácio Márcia Mota explica que a instituição está ciente da situação atual do Fies. “Sabemos que somos, acima de tudo, educadores e nossa missão é fazer com que os alunos mantenham-se firmes nos seus projetos de vida”, ressalta. Em relação aos contratos já existentes, a reitora frisa que a instituição continua realizando os aditamentos normalmente.
De todo modo, a incerteza do Fies para o primeiro semestre de 2016 abriu espaço para que financiamentos privados e outras formas de acesso ao ensino superior, como bolsas de estudo, ganhassem espaço. Um dos financiamentos mais comuns, é o “Pra Valer”, no qual o aluno pode ficar isento dos juros ao longo da faculdade. Para aderir ao programa, a pessoa passa por uma seleção, precisa atender aos pré-requisitos e ter a aprovação da instituição em que estuda.
Outra opção vantajosa e que dispensa a necessidade de critérios de seleção, é a adesão a programas de bolsas de estudo. Eles podem garantir descontos ao longo de todo o curso, caso do Tô de Bolsa, programa criado pelo Caderno do Enem para facilitar o acesso ao ensino superior com bolsas de até 50%. O importante é não deixar de entrar na faculdade!








Estudantes possuem benefícios, como descontos em lojas ou em determinadas marcas. Antes de sair por aí ostentando, pergunte se está necessitando daquilo no momento. Se sim, aproveite o desconto. Se não, deixe para um momento mais propício. Lembre-se: você tem outras necessidades que não pode deixar para outra hora! 













